A decisão de comprar um carro elétrico, seja ele 100% elétrico (EV), híbrido (HEV) ou híbrido plug-in (PHEV), é apenas o começo da jornada. O passo seguinte, e fundamental, é garantir uma forma prática e segura de recarregar o veículo em casa. Entender como funciona a instalação de um carregador residencial ajuda a planejar os custos e a aproveitar ao máximo a nova tecnologia.
A instalação não é um processo complexo, mas exige atenção a detalhes técnicos e de segurança. Antes de tudo, é preciso conhecer os tipos de carregadores disponíveis, os custos envolvidos e os requisitos da rede elétrica da sua residência para fazer a escolha certa e evitar surpresas no orçamento.
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Tipos de carregadores para casa
Existem basicamente duas opções para recarregar um carro elétrico na garagem. A primeira é o carregador portátil, também conhecido como Nível 1. Geralmente, ele acompanha o veículo e pode ser ligado em uma tomada comum de 127V ou 220V, sendo que a maioria dos modelos no Brasil opera em 220V para maior eficiência. Apesar da praticidade, o carregamento é lento, adicionando cerca de 5 a 10 km de autonomia por hora, o que pode significar mais de 20 horas para uma recarga completa, dependendo da capacidade da bateria e do modelo do carro.
A solução mais recomendada é o carregador de parede, ou wallbox, que opera em Nível 2. Ele precisa de uma instalação específica com um circuito elétrico dedicado, mas oferece uma recarga muito mais rápida. Com um wallbox, o tempo para uma carga completa pode cair para algo entre quatro e oito horas, a depender do modelo do carro e da potência do equipamento — é importante verificar a compatibilidade do veículo com a potência do carregador escolhido. Modelos mais modernos, conhecidos como smart wallboxes, também oferecem conectividade e permitem agendar recargas para aproveitar tarifas de energia mais baixas.
Quanto custa e o que é preciso para a instalação?
O custo para instalar um carregador residencial varia bastante. O equipamento, um wallbox de boa qualidade, pode custar entre R$ 2.500 e R$ 7.000, enquanto o serviço de instalação, que deve ser feito por um eletricista qualificado, fica geralmente entre R$ 1.500 e R$ 4.000. É importante notar que esses valores são estimativas e podem variar conforme a região, a marca do equipamento e a complexidade do serviço, como a distância entre o quadro de luz e a garagem.
O primeiro passo é solicitar uma avaliação da rede elétrica do imóvel. Um profissional certificado irá verificar se o sistema suporta a carga extra do carregador. Em alguns casos, pode ser necessário fazer um upgrade no disjuntor principal ou até mesmo solicitar um aumento de carga junto à concessionária de energia. Para garantir a segurança e a conformidade, é fundamental contratar profissionais qualificados e utilizar equipamentos homologados. Com a infraestrutura aprovada, basta definir o local ideal na garagem e prosseguir com a instalação do circuito e do equipamento.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
