A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou a autorização de comercialização do daraxonrasib, registrado como Rasonque. O fármaco diário em comprimido combate o adenocarcinoma pancreático metastático em pacientes que apresentaram piora após intervenções anteriores.
Nos Estados Unidos, o produto obteve aprovação pela via rápida em agosto devido aos benefícios comprovados. O tumor cresce de maneira silenciosa impulsionado por fatores de risco: obesidade e tabagismo.
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Resultados clínicos e sobrevida
Pessoas tratadas com o novo comprimido alcançaram sobrevida média de 12,4 meses, perante 6,7 meses observados naquelas mantidas em quimioterapia convencional. O período de estabilidade sem agravamento da enfermidade atingiu 7,2 meses com a medicação, contra 3,6 meses registrados sob o regime quimioterápico.
Os efeitos colaterais mais frequentes abrangeram os seguintes sintomas: diarreia, erupção cutânea, estomatite (inflamação da mucosa bucal), náuseas e vômitos. O recurso busca socorrer indivíduos com opções terapêuticas escassas e histórico clínico desfavorável.
Bloqueio de mutações genéticas
O daraxonrasib passou por testes em um estudo multinacional aberto de fase 3, reunindo 500 voluntários com a enfermidade avançada após receberem terapia sistêmica. Deste grupo participante, 92 apresentavam a mutação RAS G12 confirmada.
A atuação foca na via RAS para interromper a comunicação da célula cancerosa com o ambiente que lhe fornece suporte nutricional. Mariano Ponz, oncologista da Clínica Universidad de Navarra, apontou que a ação ampla contra mutações dessa via expande o alcance do benefício dos usuais 2% a 3% para índices entre 90% e 95% dos enfermos.
Resultados apresentados no congresso da ASCO em Chicago e no periódico "The New England Journal of Medicine" confirmaram a duplicação da sobrevida global frente à mediana histórica de seis meses. Análises anteriores já indicavam 14,5 meses de sobrevida total e 7,6 meses sem progressão tumoral.
Diagnóstico e avaliação emergencial
A Europa calcula entre 79.000 e 146.000 novos diagnósticos anuais de tumor no pâncreas. Cerca de 50% a 52% dos casos surgem já em estágio metastático, restando menos de 20% aptos ao procedimento cirúrgico imediato.
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O parecer positivo da EMA ocorreu por meio do projeto Cancer Medicines Pathfinder, que enquadrou o daraxonrasib como item prioritário para demandas médicas não atendidas. A agência e o comitê CHMP planejam estender o método de análise gradual a outras substâncias em desenvolvimento voltadas ao interesse da saúde pública.
