A Itália registrou 41 mortes e 594 casos confirmados do vírus do Nilo Ocidental neste ano, segundo boletim do Instituto Superior de Saúde (ISS). No Brasil, já foram confirmados quatro casos em 2026, sendo que um deles resultou em morte, com registros nos estados de São Paulo e Santa Catarina.

O vírus pertence à família Flaviviridae, a mesma da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Identificado pela primeira vez em Uganda em 1937, o vírus circula hoje em diversas regiões de quase todos os continentes.

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Sintomas e formas da doença

A infecção, chamada de febre do Nilo Ocidental, é transmitida principalmente pela picada de mosquitos Culex, o pernilongo comum. As aves, sobretudo as espécies migratórias, funcionam como os principais reservatórios naturais. Os mosquitos adquirem o vírus ao picá-las e podem transmiti-lo a seres humanos e outros animais.

A maioria das pessoas infectadas não desenvolve sintomas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 20% dos infectados podem apresentar sintomas leves, semelhantes aos da dengue, como:

  • febre aguda de início abrupto;

  • mal-estar;

  • falta de apetite (anorexia);

  • náusea ou vômito;

  • dor nos olhos e na cabeça;

  • dor muscular;

  • manchas vermelhas na pele;

  • nódulos e pequenos caroços (linfoadenopatia).

Uma pequena parcela desenvolve a forma neuroinvasiva, que pode provocar meningite, encefalite ou paralisia. Idosos, pessoas imunossuprimidas e com doenças crônicas apresentam maior risco de complicações.

Tratamento e prevenção

Não há tratamento antiviral específico para a febre do Nilo. O tratamento é sintomático e pode incluir hospitalização, repouso e reposição de líquidos. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em uma unidade de terapia intensiva (UTI) para reduzir as complicações e o risco de morte.

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Não existe vacina disponível para humanos. As principais medidas de prevenção incluem o uso de repelente, a instalação de telas em portas e janelas e evitar o acúmulo de água parada. Também é recomendado não despejar lixo em valas e margens de rios, pois o mosquito transmissor se reproduz em água suja, além de evitar o manuseio de animais mortos.

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