A vacina contra o herpes-zóster, popularmente conhecido como cobreiro, avançou na tramitação legislativa no Senado. Na terça-feira (1º), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou o projeto de lei que inclui o imunizante no Calendário Nacional de Vacinação. O texto ainda passará por turno suplementar na própria CAS antes de seguir para análise na Câmara dos Deputados.

A medida prevê a vacinação gratuita para dois grupos prioritários: pessoas com 50 anos ou mais e pessoas com 18 anos ou mais que tenham imunossupressão ou outra condição que comprometa o sistema imunológico. A iniciativa busca proteger a população mais vulnerável às complicações graves da doença.

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Quem tem direito à vacina contra herpes-zóster no SUS?

O projeto de lei estabelece que a vacina contra o herpes-zóster será destinada a pessoas a partir dos 50 anos e a pessoas com 18 anos ou mais que tenham imunossupressão ou condições que comprometam o sistema imunológico. A inclusão desses grupos visa reduzir os casos graves e as sequelas dolorosas da doença.

Para ter acesso ao imunizante, pessoas com baixa imunidade precisarão apresentar um laudo médico que comprove sua condição. Embora a lista oficial de condições ainda dependa de regulamentação, especialistas costumam associar a imunossupressão a situações como: pessoas vivendo com HIV/Aids, pacientes em tratamento de quimioterapia ou radioterapia, pessoas transplantadas de órgãos sólidos ou de medula óssea, pessoas com doenças reumáticas imunomediadas e pacientes em uso de medicamentos imunossupressores.

  • Pessoas vivendo com HIV/Aids;

  • Pacientes em tratamento de quimioterapia ou radioterapia;

  • Indivíduos transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea;

  • Pessoas com doenças reumáticas imunomediadas;

  • Pacientes que fazem uso de medicamentos imunossupressores.

O que é o herpes-zóster?

O herpes-zóster, ou cobreiro, é uma infecção causada pela reativação do vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora na infância. Após a primeira infecção, o vírus permanece adormecido no sistema nervoso e pode ser reativado anos depois, principalmente devido à queda da imunidade.

Os principais sintomas incluem o surgimento de bolhas dolorosas em um lado do corpo, geralmente no tronco, pescoço ou rosto. A dor pode ser intensa e, em alguns casos, persistir por meses ou até anos após a cicatrização das lesões, uma complicação conhecida como neuralgia pós-herpética.

Como vai funcionar a aplicação das doses?

Se o projeto for aprovado e sancionado, a vacinação será realizada em duas doses, com intervalo de dois a seis meses entre elas. A apresentação de um documento de identificação com foto será suficiente para o grupo a partir dos 50 anos.

Já para as pessoas imunossuprimidas, será exigida a apresentação de um laudo médico que ateste a condição de saúde. Esse documento será fundamental para garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa de proteção adicional contra o vírus.

Próximos passos para a aprovação

Com a aprovação na CAS, o texto ainda precisa passar por um turno suplementar na mesma comissão antes de seguir para a Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado pelos deputados sem alterações, o projeto de lei será encaminhado para a sanção presidencial, transformando-se em lei e permitindo a inclusão definitiva da vacina no SUS.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.


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