A pielonefrite, uma infecção renal grave, atinge com muito mais frequência as mulheres e a explicação está na própria anatomia feminina. A condição geralmente começa como uma infecção urinária comum, como a cistite, que, se não for tratada adequadamente, permite que as bactérias subam da bexiga até os rins, causando um quadro mais sério e doloroso.
Essa vulnerabilidade maior está diretamente ligada a fatores anatômicos que facilitam o acesso de micro-organismos ao trato urinário. Entender essas particularidades é fundamental para a prevenção e o diagnóstico rápido da doença, evitando complicações que podem levar a danos permanentes nos rins.
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O que é pielonefrite?
A pielonefrite é uma infecção bacteriana que afeta o parênquima renal, a parte funcional do rim, e a pelve renal, estrutura que coleta a urina. Na maioria dos casos, a bactéria responsável é a Escherichia coli, naturalmente presente no intestino, que ascende pelo trato urinário.
Por que as mulheres são mais afetadas?
A principal razão pela qual o público feminino é mais suscetível à pielonefrite é a anatomia do seu sistema urinário. Diversos fatores contribuem para que as bactérias alcancem a bexiga e, posteriormente, os rins com mais facilidade.
Uretra mais curta: a uretra feminina tem cerca de três a quatro centímetros, um caminho muito mais curto para as bactérias percorrerem até a bexiga em comparação com a masculina;
Proximidade com o ânus: a curta distância entre a uretra, a vagina e o ânus aumenta o risco de contaminação por bactérias intestinais;
Alterações hormonais: flutuações hormonais durante o ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa podem alterar o ambiente do trato urinário, favorecendo infecções.
Quais são os sintomas da infecção nos rins?
Diferente da cistite, que se manifesta com sintomas mais localizados, a pielonefrite apresenta sinais mais intensos e sistêmicos, que indicam o agravamento da infecção.
Ficar atento a esses sintomas é crucial para buscar ajuda médica imediata:
febre alta, geralmente acima de 38°C, acompanhada de calafrios;
dor intensa e constante na região lombar, em um ou ambos os lados das costas;
náuseas e vômitos;
sensação de mal-estar geral, fraqueza e cansaço;
dor ou ardência ao urinar, que pode ser um sintoma persistente da infecção inicial.
Ao apresentar sintomas como febre alta e dor lombar é fundamental procurar atendimento médico de emergência para evitar complicações graves.
Como prevenir a pielonefrite?
Adotar hábitos simples é a principal forma de reduzir o risco de infecções urinárias que podem evoluir para um quadro mais grave. As principais medidas incluem:
Aumentar a ingestão de líquidos: beber bastante água ajuda a eliminar as bactérias do trato urinário;
Higiene correta: limpar-se sempre da frente para trás após evacuar e urinar;
Urinar após relações sexuais: o hábito ajuda a expelir bactérias que possam ter entrado na uretra.
Como funciona o tratamento da pielonefrite?
O tratamento da pielonefrite é feito com antibióticos, que podem ser administrados por via oral em casos mais leves ou por via intravenosa em situações que exigem internação hospitalar. A escolha do medicamento depende do tipo de bactéria e da gravidade do quadro. É essencial seguir o tratamento completo, mesmo que os sintomas melhorem antes, para garantir a eliminação total da infecção e prevenir a ocorrência de lesões renais crônicas ou sepse, uma infecção generalizada potencialmente fatal.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
