Tânia Rios, de 49 anos, foi diagnosticada com asma desde bebê e sempre teve que conviver com as limitações da doença: sentia falta de ar para subir as escadas da própria casa, não conseguia fazer esforço físico e acordava por volta de cinco vezes por noite em crise. Nesses momentos,ela fazia uso das bombinhas de resgate, mas nem sempre elas eram capazes de controlar as crises.
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Mesmo após essa crise, ela continuou com o uso das bombinhas. Mas, em 2022, sua saúde deu um novo alerta. Ela contraiu Covid-19, desmaiou na rua e, quando a ambulância chegou para socorrê-la, ela foi levada direto para o centro cirúrgico, onde foi submetida a uma cirurgia no tórax, que envolveu colocar um dreno no pulmão.
Com esse alerta, Tânia procurou o pneumologista José Roberto Megda, que também é presidente da Associação Brasileira de Asmáticos(ABRA). Devido às suas crises recorrentes, mesmo com altas doses do tratamento inalatório, ele indicou o uso de umimunobiológico devido ao diagnóstico de asma grave.
Tânia percebeu o quanto o tratamento estava mudando sua vida quando conseguiu, pela primeira vez, dormir uma noite inteira e fazer uma hora de esteira na academia, atividades que, durante mais de 40 anos de sua vida, eram desafiadoras.
“Hoje faço o que qualquer outra pessoa faz.Eu estou vivendo o meu melhor momento, física e psicológica. Sei que não tem cura para a asma, mas o tratamento foi capaz de transformar minha vida”, declara.
Informações sobre asma
A asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns. Seus principais sintomas são tosse, dificuldade para respirar e chiado no peito. Embora 23% dos brasileiros tenham apresentado sintomas de asma no último ano, apenas 12% receberam um diagnóstico clínico.
Cerca de 90% das pessoas que convivem com a doença já foram internadas ao menos uma vez devido a crises. Dessas, 50% necessitaram de UTI e 38% precisaram de ventilação mecânica invasiva.
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Aproximadamente 3% a 10% dos casos são classificados como graves. No Brasil, a asma mata por volta de sete pessoas por dia. Tratamentos com corticoides, broncodilatadores e imunobiológicos estão disponíveis na Saúde Suplementar (ANS) e,recentemente, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para asma, incluindo novas terapias avançadas. No entanto, a disponibilização dos tratamentos já está com mais de 8 meses de atraso.
