A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou, neste mês, a primeira morte por hantavirose registrada no Brasil em 2026. A vítima é um homem de 46 anos, residente do município de Carmo do Paranaíba, na região Alto Paranaíba. Ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura.
A doença acende um sinal de atenção, principalmente para quem vive ou trabalha em zonas rurais. Entender como a transmissão acontece e quais são os sintomas é fundamental para a prevenção e o diagnóstico rápido.
Leia Mais
-
Macaco encontrado morto no Sul de Minas testa positivo para febre amarela
-
Casos de raiva em morcegos são identificados em cidade da Grande BH
O que é a hantavirose?
A hantavirose é uma doença infecciosa grave causada por um vírus RNA. A transmissão para humanos ocorre principalmente pela inalação de poeira contaminada com urina, fezes ou saliva de roedores silvestres infectados. As outras formas de contágio para a espécie humana, de acordo com o Ministério da Saúde, são:
-
Percutânea, em que agentes infecciosos entram por lesões na pele, como escoriações ou mordeduras de roedores.
-
Contato do vírus com mucosa conjuntival, da boca ou do nariz, através de mãos contaminadas com excretas (urina, fezes e saliva) de roedores;
-
Transmissão pessoa a pessoa, relatada, de forma esporádica, na Argentina e Chile.
O risco é maior em áreas rurais, de mata ou em locais fechados que serviram de abrigo para esses animais, como galpões, celeiros e casas de campo. O contato direto com os roedores ou suas tocas também representa um perigo de infecção.
Qual é o seu principal sintoma?
Os sinais iniciais da hantavirose podem ser confundidos com os de uma gripe forte e geralmente aparecem de uma a três semanas após o contato com o vírus, podendo em alguns casos demorar até cinco semanas. Fique atento a:
-
Febre alta;
-
Dor nas articulações;
-
Dor de cabeça;
-
Dor abdominal;
-
Sintomas gastrointestinais.
Em casos mais graves, a doença pode evoluir para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, com sintomas como tosse seca, falta de ar súbita e queda de3 pressão. Essa fase exige atendimento médico imediato, pois pode levar à insuficiência respiratória.
Como se prevenir da doença?
A prevenção se baseia em evitar o contato com roedores e seus dejetos. Medidas simples podem reduzir significativamente o risco de contaminação:
-
Use luvas e máscara durante a limpeza de galpões, sótãos ou qualquer área com sinais de presença de roedores;
-
Mantenha alimentos guardados em recipientes bem fechados e à prova de roedores;
-
Acondicione o lixo em sacos plásticos e latas com tampa, evitando atrair os animais para perto de casa;
-
Vede buracos e frestas em paredes e telhados para impedir a entrada dos roedores nas residências.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria
