O estado de Minas Gerais confirmou uma morte por hantavírus no último domingo (10/5), segundo a Secretaria Estadual de Saúde. A vítima é um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba (MG), região do Alto Paranaíba.

Transmitida principalmente por inalação de aerossóis, formados a partir da urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a infecção apresenta sintomas iniciais que podem ser facilmente confundidos com os de uma gripe, o que torna o diagnóstico um fator decisivo para a recuperação.

Entender os sinais e saber o momento certo de buscar ajuda médica pode evitar complicações. A doença se manifesta de forma súbita, e a identificação dos sintomas na fase inicial aumenta significativamente as chances de um tratamento bem-sucedido, que é focado no suporte clínico ao paciente, já que não há um medicamento antiviral específico.

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Quais são os principais sintomas do hantavírus?

Na fase inicial, os sintomas mais comuns da hantavirose são:

  • Febre;

  • Dor nas articulações;

  • Dor de cabeça;

  • Dor lombar;

  • Dor abdominal;

  • Sintomas gastrointestinais.

Com a progressão da doença, o quadro se agrava e surgem sintomas mais específicos, ligados ao comprometimento dos pulmões. Esta é a fase mais crítica e perigosa, caracterizada por:

  • Febre;

  • Dificuldade de respirar;

  • Respiração acelerada;

  • Aceleração dos batimentos cardíacos;

  • Tosse seca;

  • Pressão baixa.

Quando procurar atendimento médico

O diagnóstico precoce é fundamental, pois a hantavirose pode evoluir rapidamente para a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), uma condição grave com alta taxa de mortalidade.

Qualquer pessoa que apresente os sintomas iniciais, como febre e dores no corpo, e que tenha tido contato recente com ambientes rurais, matas, ou locais com presença de roedores silvestres, deve procurar um serviço de saúde imediatamente. É importante informar ao médico sobre a possível exposição para que a suspeita de hantavirose seja considerada.

Além do contato direto com roedores silvestres, outras formas de transmissão para espécie humana são:

  • Percutânea, por meio de escoriações cutâneas ou mordedura de roedores;

  • Contato do vírus com mucosa, por meio de mãos contaminadas com excretas de roedores;

  • Transmissão pessoa a pessoa, associada ao hantavírus Andes.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria 

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