A recente decisão da Justiça de São Paulo sobre a interdição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de 94 anos, em razão do Alzheimer, acende um alerta para milhares de famílias brasileiras. A doença, que avança de forma silenciosa, costuma dar os primeiros sinais muito antes de um diagnóstico definitivo. Identificá-los cedo é fundamental para garantir qualidade de vida e planejamento futuro.

Muitas vezes, os sintomas iniciais são confundidos com o envelhecimento natural ou com o estresse do dia a dia. Por isso, é importante observar mudanças sutis no comportamento e na capacidade cognitiva que fogem do padrão e se tornam persistentes.

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Quais são os primeiros sinais do Alzheimer?

A atenção da família a alterações contínuas é o primeiro passo para buscar ajuda. Sete sinais merecem atenção especial:

  • Perda de memória recente: o sinal mais conhecido. A pessoa esquece informações recém-aprendidas, datas ou eventos importantes e passa a repetir a mesma pergunta várias vezes, dependendo de anotações ou de familiares para coisas que antes fazia sozinha.

  • Dificuldade para planejar ou resolver problemas: problemas para seguir um plano, como uma receita culinária, ou para gerenciar as contas do mês. Tarefas que exigem raciocínio lógico tornam-se um desafio.

  • Problemas para executar tarefas do dia a dia: dificuldade em chegar a um lugar conhecido, gerenciar o orçamento de casa ou lembrar as regras de um jogo familiar. Ações antes automáticas agora exigem esforço.

  • Confusão com tempo e lugar: perder a noção das datas, estações do ano e da passagem do tempo. A pessoa pode esquecer onde está ou como chegou até ali.

  • Problemas de visão e percepção espacial: dificuldade para ler, avaliar distâncias ou distinguir cores e contrastes, o que pode afetar diretamente a capacidade de dirigir com segurança.

  • Dificuldade com a linguagem: parar no meio de uma conversa sem saber como continuar, ou lutar para encontrar a palavra certa, chamando objetos por nomes errados (como dizer “aquilo de escrever” em vez de “caneta”).

  • Mudanças de humor e personalidade: tornar-se uma pessoa confusa, desconfiada, deprimida ou ansiosa com mais facilidade. Há também uma tendência ao isolamento, evitando atividades sociais que antes eram prazerosas.

O que fazer ao notar os sinais?

Ao identificar um ou mais desses sintomas de forma persistente em um familiar, o primeiro passo é procurar um médico neurologista ou geriatra. Apenas um profissional pode realizar os exames necessários para confirmar ou descartar o diagnóstico de Alzheimer.

O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que ajudam a retardar a progressão dos sintomas e planejar o futuro. Em estágios avançados, como no caso de FHC, medidas de proteção jurídica podem ser necessárias. A curatela, termo técnico para o processo de interdição, é uma delas e serve para proteger a pessoa e seu patrimônio, garantindo que as decisões sobre saúde e bem-estar sejam tomadas por um familiar de confiança.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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