Novos casos de mpox confirmados recentemente em Minas Gerais acenderam um alerta sobre a doença. Apesar da semelhança no nome, a mpox e a varíola comum são enfermidades distintas, causadas por vírus diferentes e com gravidades que não se comparam. Entender essas diferenças é fundamental para evitar pânico e buscar a ajuda correta.

A principal distinção está no agente causador e na severidade. Ambas pertencem à família Poxviridae, do gênero Orthopoxvirus, mas a varíola comum era causada pelo vírus da varíola, uma doença devastadora e com alta taxa de mortalidade que foi oficialmente erradicada do mundo em 1980, graças a uma campanha global de vacinação.

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Sintomas e formas de transmissão

Um sinal clínico claro ajuda a diferenciar as duas infecções. Na mpox, é comum o surgimento de gânglios linfáticos inchados (linfonodos), especialmente no pescoço, axilas e virilha, o que não acontecia na varíola comum. As lesões de pele podem ser semelhantes, mas na mpox costumam ser precedidas por febre, dor de cabeça e dores musculares.

A forma de contágio também varia. A varíola comum era altamente transmissível pelo ar, através de gotículas respiratórias. Isso facilitava sua rápida disseminação entre as pessoas.

Já a transmissão da mpox ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com as lesões de pele, fluidos corporais ou materiais contaminados, como roupas de cama e toalhas. O contágio por vias respiratórias é menos comum e exige um contato muito próximo e demorado.

Vacina e tratamento disponíveis

Como a varíola comum foi erradicada, a vacinação de rotina para a população foi suspensa há décadas. No entanto, o imunizante usado contra ela demonstrou ser eficaz também para a prevenção da mpox, oferecendo um alto grau de proteção cruzada. Hoje, a vacina contra a mpox é recomendada para grupos específicos de maior risco.

Existem tratamentos antivirais que podem ser utilizados em casos mais graves de mpox, especialmente em pacientes com o sistema imunológico comprometido. Ao apresentar sintomas como febre e lesões na pele, a orientação é procurar um serviço de saúde para o diagnóstico correto.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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