A expectativa pelo resultado de apostas ou bets on-line mobiliza milhões de pessoas, mas o que começa como um hábito de apostar pode, para alguns, cruzar a linha da diversão e se transformar em um problema sério. A compulsão por jogos é um transtorno reconhecido que afeta a saúde mental e financeira, e saber identificar os sinais é o primeiro passo para buscar ajuda.
O jogo patológico, também conhecido como ludomania, não se define pela frequência ou pelo valor das apostas, mas pela perda de controle sobre o impulso de jogar. A pessoa sente uma necessidade crescente de arriscar mais dinheiro para sentir a mesma emoção, um comportamento semelhante ao que ocorre na dependência química. A mente fica ocupada por pensamentos sobre apostas, planejando a próxima jogada ou como conseguir recursos para ela.
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Quando o jogo vira um problema?
A transição de um passatempo para um vício costuma ser sutil, mas alguns comportamentos indicam que a situação saiu do controle. Prestar atenção a esses sinais é fundamental para evitar consequências mais graves na vida pessoal, social e profissional. Fique atento se a pessoa:
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Mente para familiares e amigos sobre a frequência e o dinheiro gasto em apostas;
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Tenta recuperar o dinheiro perdido com novas apostas, em um ciclo de “correr atrás do prejuízo”;
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Usa o jogo como uma fuga para problemas, ansiedade ou sentimentos de culpa;
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Pede dinheiro emprestado ou vende bens para poder continuar apostando;
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Sente irritabilidade ou inquietação ao tentar diminuir ou parar de jogar;
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Coloca em risco relacionamentos, o emprego ou oportunidades de estudo por causa do jogo.
Essa compulsão ativa o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina e gerando uma sensação de prazer que o indivíduo busca repetir continuamente. Com o tempo, o cérebro se adapta e passa a exigir estímulos cada vez maiores para obter a mesma satisfação, consolidando o ciclo do vício.
Onde procurar ajuda profissional
O tratamento para a compulsão por jogos existe e é acessível. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), que contam com equipes multidisciplinares preparadas para lidar com transtornos mentais e dependências.
Outra alternativa eficaz são os grupos de apoio, como os Jogadores Anônimos (JA). Inspirado no modelo dos Alcoólicos Anônimos, o programa oferece um ambiente seguro para a partilha de experiências entre pessoas que enfrentam o mesmo desafio, promovendo suporte mútuo para a recuperação.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
