As fortes chuvas que atingem diversas regiões do país, como Minas Gerais, além dos danos materiais, trazem riscos à saúde. A água de enchentes e alagamentos carrega microrganismos perigosos, que podem causar doenças graves. Proteger a si mesmo e a família exige informação e cuidados práticos.

O contato direto com a água ou a lama contaminada, assim como a ingestão de água e alimentos que tiveram contato com a enchente, podem causar infecções. Os sintomas podem aparecer até 30 dias após a exposição. Mesmo após o nível da água baixar, a lama residual continua oferecendo perigo, exigindo atenção redobrada durante a limpeza de casas e ruas.

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A leptospirose é a mais lembrada, mas outras doenças também se proliferam nesse cenário e merecem atenção.

Doenças comuns em enchentes e como se proteger

A principal recomendação é evitar qualquer contato com a água de enchentes. Se for inevitável, a proteção é fundamental. Veja as doenças mais comuns e as medidas preventivas para cada uma.

  • Leptospirose: é causada por uma bactéria presente na urina de ratos, que se mistura à água e à lama das enchentes. A infecção ocorre pelo contato da pele, especialmente com ferimentos, com a água ou lama contaminada. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e dores musculares. Para se proteger, use botas e luvas de borracha ao entrar em áreas alagadas ou durante a limpeza.

  • Hepatite A: uma doença viral que afeta o fígado, transmitida pela ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes. Em cenários de enchente, poços e outras fontes de água podem ser facilmente contaminadas. Os sinais são febre, cansaço, náuseas e pele amarelada. A melhor prevenção é consumir apenas água potável, devidamente tratada.

  • Febre tifoide: causada pela bactéria Salmonella typhi, também é transmitida por água e alimentos contaminados. Provoca febre prolongada, dor de cabeça, mal-estar e manchas rosadas na pele. Apesar de rara no Brasil atualmente, a febre tifoide pode ressurgir em situações de saneamento comprometido por enchentes. As medidas de prevenção são as mesmas da hepatite A: garantir a qualidade da água e dos alimentos consumidos.

  • Doenças diarreicas agudas: diversas bactérias, vírus e outros parasitas podem contaminar a água e causar quadros de diarreia, vômito e desidratação. Crianças e idosos são os mais vulneráveis. Higienizar bem as mãos com água e sabão, além de beber apenas água segura, são atitudes essenciais.

  • Tétano: diferente das outras, a infecção não vem da água em si, mas de ferimentos causados por objetos contaminados presentes na lama ou nos destroços. A bactéria entra no corpo por meio de cortes ou arranhões. Manter a vacinação contra o tétano em dia é a forma mais eficaz de prevenção. Caso se machuque, lave bem o local com água e sabão e procure um serviço de saúde.

Ao buscar atendimento médico por qualquer sintoma suspeito após uma enchente, é indispensável informar ao profissional de saúde que você teve contato com a água ou a lama da inundação. Isso ajuda no diagnóstico correto e rápido.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiário sob supervisão do editor João Renato Faria

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