Idosos que esquecem onde guardam objetos como chaves, óculos, carteira ou remédios frequentemente encaram essas situações como parte inevitável do envelhecimento. No entanto, especialistas em saúde cognitiva explicam que o cérebro pode ser treinado em qualquer fase da vida, desde que haja regularidade, pequenas mudanças na rotina e hábitos simples, o que contribui para manter a memória mais organizada e reduzir esquecimentos no dia a dia.
O que pode explicar idosos que esquecem onde guardam objetos?
Quando idosos esquecem onde guardam objetos com frequência, diversos fatores podem estar envolvidos. Alterações naturais da memória relacionadas à idade, uso de certos medicamentos, noites mal dormidas, estresse e sobrecarga de tarefas podem interferir na atenção e na capacidade de registrar informações recentes.
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Quais hábitos simples ajudam a treinar a memória na terceira idade?
Especialistas destacam que idosos que esquecem onde guardam objetos se beneficiam de atitudes práticas que reforçam a memória visual, auditiva e espacial. Não se trata de mudanças complexas, e sim de pequenos ajustes na rotina, repetidos com constância e adaptados às preferências de cada pessoa.
A seguir estão seis hábitos simples que podem ser incorporados no dia a dia para fortalecer a memória e facilitar a localização de objetos importantes:
- Definir lugares oficiais para cada objeto: Ao escolher um local fixo para itens usados diariamente, como chaves, óculos e carteira, o idoso reduz a necessidade de procurar a casa inteira. Um cesto na entrada, uma bandeja sobre a mesa ou uma gaveta específica funcionam como pontos de referência, reforçando o padrão mental de guardar e encontrar sempre no mesmo lugar.
- Falar em voz alta ao guardar algo: Transformar o ato de guardar em uma pequena narração ajuda a consolidar a memória. Ao dizer, por exemplo, as chaves estão na gaveta da sala, o idoso aciona a memória auditiva e aumenta a atenção naquele momento, criando um registro mais forte no cérebro.
- Usar etiquetas, blocos e lembretes visuais: Etiquetas em gavetas e caixas, bilhetes em locais estratégicos e quadros de recados próximos à porta de saída funcionam como apoios externos para a memória. Em vez de depender apenas do recordar espontâneo, o idoso passa a contar com pistas visuais que indicam onde cada coisa costuma ser guardada.
- Manter uma rotina organizada em casa: Ambientes muito desorganizados aumentam a chance de perdas e esquecimentos. Uma rotina de arrumação, com menos objetos expostos e categorias definidas (documentos em um lugar, remédios em outro, eletrônicos em outro), ajuda o cérebro a identificar padrões e reduz o esforço para localizar itens usados com frequência.
- Praticar exercícios de memória diariamente: Atividades como jogos de palavras, quebra-cabeças, leitura regular, memorização de listas curtas ou tentar recordar o que foi feito no dia anterior funcionam como treino cognitivo. O convívio social frequente também estimula o cérebro, favorecendo atenção, linguagem e raciocínio.
- Cuidar do sono, da alimentação e da hidratação: O funcionamento da memória depende de fatores físicos básicos. Sono insuficiente, pouca ingestão de água e alimentação desregulada podem deixar o raciocínio mais lento; manter horários relativamente fixos para dormir, refeições equilibradas e boa hidratação favorece o desempenho geral do cérebro.
Quais sinais indicam que é hora de buscar ajuda profissional?
Embora esses hábitos contribuam para organizar melhor a rotina, alguns sinais sugerem alterações cognitivas mais significativas. Nesses casos, não basta apenas ajustar o dia a dia: é fundamental investigar causas médicas, inclusive para descartar demência e efeitos de medicamentos.
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- Esquecimentos frequentes de compromissos e tarefas importantes.
- Dificuldade para seguir conversas simples ou instruções curtas.
- Troca de objetos de lugar de forma repetida, gerando perdas constantes.
- Desorientação em ambientes conhecidos, como o próprio bairro.
Nessas situações, uma consulta com médico, preferencialmente geriatra ou neurologista, permite investigar causas como deficiências nutricionais, problemas de sono, efeitos de remédios ou quadros iniciais de demência. A avaliação precoce possibilita orientar a família, ajustar a rotina, indicar terapias de estimulação cognitiva e, quando necessário, encaminhar para acompanhamento multiprofissional, ajudando o idoso a preservar a autonomia pelo maior tempo possível.
