Quando a notícia impactante vem à tona, abordar o assunto com os pequenos pode ser um desafio. A conversa é delicada, mas essencial para ajudá-los a processar emoções complexas e a se sentirem seguros novamente. Fingir que nada aconteceu pode gerar ainda mais ansiedade, pois os pequenos percebem a tensão no ar.

O primeiro passo é criar um ambiente de confiança para o diálogo. A criança precisa saber que pode perguntar qualquer coisa e que seus sentimentos, sejam eles de tristeza, raiva ou confusão, são válidos.

Como conversar sobre?

A recomendação é ser direto, mas com sensibilidade. Usar uma linguagem apropriada para a faixa etária evita mal-entendidos. Para crianças menores, explicações curtas e concretas funcionam melhor. Evite eufemismos como “foi viajar” ou “virou uma estrelinha”, pois eles podem ser interpretados de forma literal e gerar confusão.

É importante explicar que sentir tristeza é normal em situações de perda. Compartilhar os próprios sentimentos de forma contida também pode ajudar a criança a entender que não está sozinha em sua dor. Tranquilize-a, reforçando que ela está segura e que a rotina da família continuará.

Valide os sentimentos e crie um ambiente seguro

Após a conversa inicial, o suporte emocional deve ser contínuo. Incentive a criança a expressar o que sente por meio de desenhos, palavras ou brincadeiras. Mais do que oferecer respostas prontas, crie um espaço para ouvir suas preocupações, mesmo que pareçam repetitivas. A repetição é uma forma de processar o trauma.

Manter a rotina de horários para dormir, comer e brincar ajuda a restabelecer a sensação de normalidade e segurança. O previsível conforta em momentos de incerteza. Limitar a exposição a notícias e conversas de adultos sobre a tragédia também é fundamental para proteger a criança de um estresse adicional.

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Quanto apoio é necessário?

Ficar atento a mudanças de comportamento é essencial para identificar se a criança precisa de terapia. Alguns sinais de alerta incluem:

  • Alterações significativas no sono ou no apetite

  • Comportamentos regredidos, como voltar a fazer xixi na cama

  • Isolamento social ou perda de interesse em atividades que antes gostava

  • Dificuldade de concentração na escola

  • Queixas físicas frequentes, como dores de cabeça ou de barriga

  • Medo excessivo de se separar dos pais ou cuidadores

Se as mudanças de comportamento forem intensas ou persistirem por semanas, a busca por um profissional de saúde mental, como um psicólogo infantil, é o caminho mais indicado para garantir o suporte adequado.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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*Estagiária sob supervisão do editor João Renato Faria

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