Entre tantas frutas que aparecem na mesa dos brasileiros, o abacaxi costuma ser lembrado pelo sabor marcante. Mas, por trás da fama de fruta "azeda", ele esconde um papel importante na digestão, no conforto intestinal e até em outras funções do corpo, como a fluidez de secreções respiratórias e o suporte à imunidade.

Abacaxi realmente ajuda a melhorar a digestão?

O ponto central quando se fala em abacaxi e digestão é a acidez. Para o estômago funcionar bem, o pH gástrico precisa ficar bem ácido, em torno de 2,5, principalmente depois das refeições, o que favorece a quebra adequada dos alimentos.

O pH do abacaxi gira em torno de 3, o que é relativamente ácido. Quando a fruta é consumida junto ou logo após a refeição, essa acidez extra ajuda o estômago a atingir mais rápido o pH ideal, facilitando o esvaziamento gástrico e reduzindo a sensação de peso, algo especialmente útil com o envelhecimento.
Consumo em pedaços preserva efeitos associados à digestão

Qual é a diferença entre comer abacaxi e tomar suco de abacaxi?

Uma dúvida comum é se tomar suco de abacaxi traz o mesmo efeito digestivo que comer a fruta em pedaços. Quando o abacaxi é batido com água, a acidez do suco é diluída, o pH sobe para algo próximo de 5,5 ou 6 e o benefício ácido para a digestão tende a se perder.

Para quem busca fruta para melhorar a digestão, a recomendação é consumir o abacaxi de forma mais concentrada, em pedaços ou em preparações sem adição de água. Bater a fruta pura, incluindo o talo do abacaxi, bem processada e com pouca ou nenhuma coagem, ajuda a manter mais componentes úteis ao organismo.

Por que a bromelina do abacaxi é tão importante para o organismo?

Além da acidez, o abacaxi é conhecido por conter a enzima bromelina, que participa da digestão de proteínas. Em refeições com carne, peixe, frango ou proteínas vegetais, essa enzima ajuda a quebrar as moléculas em peptídeos e aminoácidos, favorecendo a absorção de nutrientes.

A bromelina se concentra principalmente no talo, parte mais dura do meio do abacaxi que costuma ser descartada. Para aproveitar esse potencial, algumas estratégias práticas podem ser usadas no dia a dia, sempre com atenção à mastigação e à textura fibrosa do talo.

  • Mastigar o talo até extrair bem o caldo, sem engolir a parte fibrosa, reduzindo o risco de obstrução intestinal.
  • Bater a fruta inteira, incluindo o talo, em um mixer ou liquidificador, com o mínimo possível de água, para um preparo mais espesso e concentrado.
  • Usar pedaços do talo em marinadas de carnes, aproveitando a ação enzimática da bromelina na textura do alimento.
  • Consumir pequenas porções após refeições mais pesadas, especialmente as ricas em proteína, para auxiliar na digestão.

Abacaxi faz bem apenas para o estômago?

Embora seja muito lembrado como fruta para digestão, o abacaxi também está ligado às secreções respiratórias. Ele é descrito como tendo possível efeito mucolítico, ajudando a deixar o muco mais fluido e facilitando sua eliminação em quadros como sinusite crônica e rinite com secreção espessa.

Esse potencial não transforma o abacaxi em tratamento único ou substituto de medicamentos, mas o coloca como aliado acessível na rotina. Por ser fonte de vitamina C e compostos antioxidantes, também pode somar na saúde imunológica, apoiando o organismo em períodos de maior vulnerabilidade a infecções.

Confira a publicação do Dr. Juliano Teles, no YouTube, com a mensagem "Fruta para melhorar a digestão", destacando benefícios digestivos dos alimentos e o foco em orientações simples para a saúde intestinal.

Como incluir o abacaxi no dia a dia para aproveitar melhor seus benefícios?

Para usar o abacaxi de forma estratégica, especialmente pensando em digestão e possível apoio no controle do ácido úrico, a regularidade é importante. O consumo diário, em pequenas quantidades, pode ser interessante, havendo inclusive relatos de uso de duas fatias no almoço e duas no jantar, sempre com acompanhamento médico.

Algumas ideias simples ajudam a colocar essa fruta com mais frequência na rotina, sem exageros e de forma prática, combinando sabor e benefício nutricional.

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  • Comer duas a três fatias após refeições principais, principalmente as mais pesadas.
  • Adicionar pedaços de abacaxi em saladas, combinando com folhas verdes e outras frutas.
  • Preparar a fruta batida pura, sem água e com o talo, em pequenas porções após o almoço ou jantar.
  • Intercalar o abacaxi com outras frutas ao longo da semana, evitando consumo excessivo em um único dia.

O abacaxi mostra que um alimento comum da feira pode esconder funções pouco comentadas. Entender melhor o papel dessa fruta na digestão, no possível auxílio ao ácido úrico e nas secreções respiratórias incentiva a explorar outras curiosidades da alimentação, sempre dentro de um contexto de alimentação saudável e equilíbrio nutricional.

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