Em muitos relacionamentos é comum o interesse ou fetiche por situações sexuais que incluem uma terceira pessoa. Segundo um levantamento feito pelo portal Sexlog, 90% dos homens sentem desejo em ver suas mulheres com outros na cama. O fetiche, também conhecido como cuckold, é aceito por 9 a cada 10 homens, que relataram sentir ou já ter sentido interesse em ver suas parceiras se relacionando sexualmente com outro homem.





“Não há o menor erro em casais abrirem suas relações ou, casualmente, se relacionarem com outras pessoas. É muito comum existir julgamento em cima disso, mas nenhuma pessoa pode usar sua visão de relacionamento para julgar outro que ocorre de forma diferente. Erro vai ser quando uma das partes descumprir os acordos que, juntos, estabelecem. Se o acordo vai além da monogamia, sorte das partes que pensam minimamente iguais a ponto de se permitirem alguns desejos incomuns”, disse Henri Fesa, especialista em relacionamentos e representante da Casa das Magias.


Em 2022, o portal também fez o levantamento por território e mostrou que o Distrito Federal (DF) foi o estado em que mais pessoas responderam que tinham conhecimento sobre o fetiche cuckold, com 80% de respostas afirmativas. No entanto, o Pará foi campeão registrando o maior índice de participação — 53%.

Preconceito e desejo sexual 

“É importante não sermos preconceituosos com o levantamento, pois isso fortifica os desejos sexuais como tabu e faz com que muitos casais não se conheçam. É dever de ambos respeitarem seus sentimentos e seus corpos e entenderem que têm o direito de experimentar outras situações, desde que seja o desejo das partes”, conclui Henri Fesa.




 
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Apesar de ser visto como uma forma de traição, na realidade, para apimentar o fetiche, não há a deslealdade, uma vez que uma das principais regras do cuckold é o total consentimento de todas as partes. 

O fetiche da mulher 

E o fetiche também pode partir das mulheres que sentem atração em ver o companheiro com outra mulher. Ao menos em 50% dos casos, o interesse primário partiu das companheiras e não dos maridos, segundo a pesquisa.

O Sexlog, com seus 19 milhões de inscritos, é uma rede de não monogamia e swing conhecida como a maior do Brasil. 


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