A reeducação alimentar requer que hábitos e comportamentos sejam mudados, para que a pessoa chegue ao objetivo de ter uma vida mais saudável. Nesse processo é necessário reavaliar o que tem sido consumido e entender que as consequências de uma má alimentação não refletem apenas no corpo, como também na mente. Mas, qual é o momento certo para buscar essa reeducação?

Para avaliar os hábitos com relação à comida é necessário antes ver a ligação emocional, explica o nutrólogo Thomaz Cortez. Seja estresse, cansaço ou ansiedade, essa ligação causa a impressão de que o corpo precisa de mais energia. O estresse mental causa a sensação de baixa dopamina, e faz o corpo entender que precisa de uma "recompensa", como comer um doce. Nesse sentido, entra a reeducação.



 

"Para ter sucesso na reeducação alimentar temos que fazer o que conseguimos por toda a vida, e não apenas uma dieta momentânea, porque quando saímos dela a tendência é recuperar o peso perdido. Ao se reeducar, a alimentação é ressignificada. É importante entender a ressignificação da comida, o que o corpo precisa e a organização dos hormônios, que são importantes pro metabolismo", explicou.

Nesse processo, quem pode ajudar é um profissional. Thomaz Cortez pontua que um médico de nutrição pode fazer essa reconciliação do paciente com a comida, e entregar o que o corpo dessa pessoa precisa. Tudo será passado de acordo com os sinais que o corpo tem dado e, em alguns casos, será necessário o uso de medicamentos até que o organismo se acostume à nova rotina alimentar.

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"Uma nutricionista poderá orientar sobre a construção do prato. Já sobre a distribuição ideal, é importante distribuir proteínas, carboidratos e gorduras de forma equilibrada para cada dieta. Por dia, podemos consumir uma grama de gordura por cada quilo de peso corporal. O ideal são as gorduras boas, como azeite, ômega 3 e abacate. A proporção de carboidrato depende da dieta, mas tem uma média de três gramas por quilo, e proteína são 0,8 gramas por quilo. Conforme a dieta e rotina da pessoa, ela pode ingerir até três gramas de proteína por quilo corporal", concluiu.

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