Jornal Estado de Minas

ELEIÇÕES

Zema é opção para 2026 no lugar de Bolsonaro, diz Ciro Nogueira

O ex-ministro da Casa Civil e senador Ciro Nogueira (PP-PI) disse que o governador Romeu Zema (Novo) é uma alternativa da direita para as eleições de 2026, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se torne inelegível. Outro possível candidato citado pelo parlamentar é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). 





Ciro acredita que se o ex-presidente ficar inelegível "vai facilitar o trabalho da oposição", pois assim, Bolsonaro conseguiria "eleger um presidente". "Vou ser muito franco: é mais fácil um Bolsonaro injustiçado eleger um presidente do que ele próprio ganhar em 2026. Ninguém vai admitir que um presidente, por conta de injustiça, seja tornado inelegível. Vai facilitar muito o trabalho da oposição se acontecer essa injustiça, mas espero que não aconteça", disse o senador em entrevista ao jornal O Globo.

Para o senador, os principais nomes são Zema e Tarcísio, mas também aponta a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e o governador do Paraná, Ratinho Junior como opção. "Podem surgir outras alternativas até lá. Bolsonaro vai ser decisivo na escolha".

Bolsonaro inelegível

Jair Bolsonaro é alvo de 16 processos no TSE. Um deles, investigado pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Benedito Gonçalves, teve o encerramento da fase instrutória na última sexta-feira (31/3) e estará pronto para ser julgado em breve. Foi aberto um prazo para que as partes façam suas últimas alegações.





Se for condenado em alguma dessas ações e, se a Corte entender que a conduta que levou à sua condenação foi grave, Bolsonaro pode ficar até oito anos inelegível. Dependendo de quando (e se) essa condenação ocorrer, o ex-presidente poderá ficar fora das disputas presidenciais de 2026 e 2030.

De acordo com o último levantamento do Datafolha, 51% dos eleitores defendem a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para 45% dos eleitores, Bolsonaro é inocente e não deve ser punido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE); 4% não souberam responder.