O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou em seu discurso de posse no Congresso Nacional neste domingo (1º) o retorno do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), marca de sua gestão anterior, que ficou associada à então ministra Dilma Rousseff.
Responsáveis pelas áreas envolvidas, no entanto, não têm clareza ainda de como funcionará o programa, que não consta de documentos que foram divulgados ao longo da campanha.
Leia Mais
Lula assina despacho que reavaliará sigilos de 100 anos de BolsonaroPosse de Lula termina sem ocorrências graves após temor com segurançaPosse de Lula: leia a íntegra do discurso do presidente no PlanaltoBolsonaristas invadem perfis do Exército nas redes: 'Forças desarmadas'PF derruba quatro drones na Esplanada dos Ministérios durante posse de Lula
Escolhido para comandar o Ministério dos Transportes, Renan Filho (MDB) disse ao Painel que Lula havia avisado que gostaria de conversar futuramente sobre um programa importante de retomada de obras, mas não mencionou o nome PAC. O presidente não especificou quando seria a conversa.
Leia mais: Apoiadores de Lula abrem bandeirão do Brasil durante a posse do presidente
"A PEC da Transição abre espaço para mais investimentos, e ele quer dar um norte para isso aí, em harmonia com todas as pastas", explicou Renan.
Interlocutores do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), afirmam que a coordenação desse novo PAC ficará a cargo da pasta. Não se sabe ainda se comandado pela secretária-executiva, Miriam Belchior, ou se pelo secretário do PPI (Programa de Parceria de Investimentos), Marcus Cavalcanti.
O programa foi criado em 2007 durante o segundo governo Lula, e ficou associado a Dilma, chamada na época de "mãe do PAC". O plano ajudou que ela se cacifasse para disputar a Presidência em 2010.
Na época, Belchior foi uma das responsáveis pela coordenação das ações, primeiro quando assessorou Dilma no Planalto e posteriormente quando foi nomeada ministra do Planejamento.