Jornal Estado de Minas

SISTEMA ELEITORAL

Embaixada dos EUA reforça confiança no sistema eleitoral do Brasil


A pouco mais de uma semana do primeiro turno das eleições brasileiras, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília (DF) usou seu perfil oficial no Twitter no fim da tarde deste sábado (24/9) para reforçar que confia no sistema eleitoral brasileiro.



"Nossa confiança nas eleições brasileiras tem sido claramente reforçada por vários funcionários do alto escalão do governo dos EUA e permanece inalterada. O eventual reconhecimento dos EUA virá ao candidato que vencer a eleição presidencial como resultado da nossa determinação sobre a integridade do processo eleitoral liderado pelo  Tribunal Superior Eleitoral e não de uma negociação com qualquer candidato ou partido político."


O reforço à lisura do processo eleitoral no país já foi alvo de elogios em outras ocasiões. No fim de julho, por exemplo, a Embaixada declarou que "as eleições brasileiras, conduzidas e testadas ao longo do tempo pelo sistema eleitoral e instituições democráticas, servem como modelo para as nações do hemisfério e do mundo".

A publicação acontece após o presidente Jair Bolsonaro (PL) colocar em xeque, desde que foi eleito, a confiabilidade e segurança das urnas. Ele alega que venceu as eleições presidenciais de 2018 no primeiro turno e que poderia provar.



Em julho do ano passado, Bolsonaro realizou uma live na qual prometeu apresentar as provas da fraude após ser eleito. Contudo, durante o evento, comentou que "não tinha como se comprovar". Mesmo assim, ele continua, desde então, inflando seu eleitorado com suspeitas de irregularidades em relação às urnas.

Em meio às inúmeras manifestações do presidente contras o sistema eleitoral, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes destacou que o Brasil é "a única democracia do mundo que apura e divulga os resultados eleitorais no mesmo dia com agilidade, segurança, competência e transparência".

A declaração foi dada em 16 de agosto, durante a cerimônia de posse de Moraes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro foi o único a não aplaudir o ministro.