O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) avalia que não há risco de faltar combustível nos postos do estado. De acordo com a entidade, mesmo com a redução da frota de distribuição, o abastecimento dos postos não deve ser afetado.
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Greve dos caminhoneiros: Fernão Dias é liberada após 12 horas de bloqueioCaminhoneiros grevistas duvidam do áudio de Bolsonaro pedindo fim da greveCaminhoneiros partidários de Bolsonaro suspendem bloqueio em estradas no BrasilMesmo sem desabastecimento, motoristas criam filas em postos de UberlândiaNesta quinta-feira (9/9), o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG) anunciou a redução da frota responsável pela distribuição dos combustíveis no estado em 50%. A medida deve ser mantida até que a categoria seja recebida pelo governo de Minas, na próxima semana.
Diante da decisão dos tanqueiros, vários postos de Belo Horizonte já registram filas, com pessoas temendo o desabastecimento.
Por meio de nota, o Minaspetro afirma que recebeu relatos de dificuldade no abastecimento em algumas regiões por causa dos bloqueios das rodovias. A entidade ressalta, porém, que até o momento, não houve impactos significativos nos estoques das revendas na maioria absoluta dos postos.
“O Sindicato teve informações de situações pontuais, especialmente nas regiões de Lavras, Poços de Caldas e Uberlândia, locais em que o acesso estava comprometido devido às paralisações nas vias. O trânsito, contudo, já foi reestabelecido”, diz o comunicado.
A entidade pede, no entanto, que a população evite uma corrida desnecessária aos postos, “pois é exatamente esta abrupta e inesperada alta na demanda que pode causar uma baixa momentânea no estoque”.
Redução do ICMS sobre o diesel
Os tanqueiros devem ser recebidos pelo governo de Minas na próxima terça-feira (14/9), para discutir a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada no estado sobre o diesel. Essa é uma das reivindicações da categoria, em greve desde quarta-feira (8/9).
Os transportadores querem a redução do índice para 12%, mesma taxa praticada em estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo. O governo do estado, contudo, não dá sinais de que vai baixar a tarifa, fixada em 15%.
Também por meio de nota, o governo praticamente descartou alterações no ICMS. O texto argumenta que os recentes aumentos dos combustíveis se devem à política de preços da Petrobrás, já que o último reajuste no imposto ocorreu em 2012, de 12% para 15%.
Ainda segundo o governo, um possível corte no ICMS dependeria de autorização, por unanimidade, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.