Jornal Estado de Minas

COMBUSTÍVEIS

Minaspetro descarta risco de falta de combustíveis nos postos do estado

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) avalia que não há risco de faltar combustível nos postos do estado. De acordo com a entidade, mesmo com a redução da frota de distribuição, o abastecimento dos postos não deve ser afetado. 





 

 


Nesta quinta-feira (9/9), o Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Minas Gerais (Sindtanque-MG) anunciou a redução da frota responsável pela distribuição dos combustíveis no estado em 50%. A medida deve ser mantida até que a categoria seja recebida pelo governo de Minas, na próxima semana. 

Diante da decisão dos tanqueiros, vários postos de Belo Horizonte já registram filas, com pessoas temendo o desabastecimento.  

Por meio de nota, o Minaspetro afirma que recebeu relatos de dificuldade no abastecimento em algumas regiões por causa dos bloqueios das rodovias. A entidade ressalta, porém, que até o momento, não houve impactos significativos nos estoques das revendas na maioria absoluta dos postos.

“O Sindicato teve informações de situações pontuais, especialmente nas regiões de Lavras, Poços de Caldas e Uberlândia, locais em que o acesso estava comprometido devido às paralisações nas vias. O trânsito, contudo, já foi reestabelecido”, diz o comunicado. 





A entidade pede, no entanto, que a população evite uma corrida desnecessária aos postos, “pois é exatamente esta abrupta e inesperada alta na demanda que pode causar uma baixa momentânea no estoque”.

Redução do ICMS sobre o diesel


Os tanqueiros devem ser recebidos pelo governo de Minas na próxima terça-feira (14/9), para discutir a redução da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) cobrada no estado sobre o diesel. Essa é uma das reivindicações da categoria, em greve desde quarta-feira (8/9).

Os transportadores querem a redução do índice para 12%, mesma taxa praticada em estados como Rio de Janeiro e Espírito Santo. O governo do estado, contudo, não dá sinais de que vai baixar a tarifa, fixada em 15%. 

Também por meio de nota, o governo praticamente descartou alterações no ICMS. O texto argumenta que os recentes aumentos dos combustíveis se devem à política de preços da Petrobrás, já que o último reajuste no imposto ocorreu em 2012, de 12% para 15%.   

Ainda segundo o governo, um possível corte no ICMS dependeria de autorização, por unanimidade, do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
 
* Estagiária sob supervisão da subeditora Ellen Cristie. 





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