Jornal Estado de Minas

COMPLEXO DA FERRADURA

Divinópolis: Viaduto é concluído uma década depois do início das obras

A construção do viaduto sobre o Complexo da Ferradura, em Divinópolis, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, foi concluída uma década depois do início dos trabalhos. Com investimentos que chegam a pouco mais de R$ 7,2 milhões, a obra ficou parada por oito anos, com apenas uma parte da estrutura “ligando nada a lugar nenhum”, como mostrou o Estado de Minas em 2019.





O viaduto vai encurtar em 30 quilômetros o percurso para escoamento da produção do Centro Industrial Coronel Jovelino Rabelo, no Bairro Icaraí. A passagem de veículos está liberada desde a última semana. O encabeçamento, etapa restante para a conclusão, foi executado em cerca de quatro meses após nova licitação.

O viaduto liga a MG-050, passando pelo Centro Industrial, no Bairro Icaraí, pela DVL-120, até a AMG-345, que dá acesso a Carmo do Cajuru. 

Ele é considerado fundamental para fomentar a atração de empresas para a região, conhecida como "Complexo da Ferradura". 
 
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Investimento

Nos primeiros três anos de obra, saíram dos cofres públicos cerca R$ 5,2 milhões para parte da estrutura, além do asfaltamento de 2,6 quilômetros da rodovia DVL-120. A construção ficou parada devido à suspensão de recursos por parte, na época, do governo estadual.





 

Para a conclusão, eram necessários mais R$ 2 milhões. “Só agora, no governo Zema, conseguimos R$ 800 mil para concluir a obra, mas o dinheiro não dava. Complementamos com uma emenda de R$ 400 mil, o senador Cleitinho entrou com um pouco de recurso e essa união de esforços possibilitou concluir a obra”, explica o deputado federal Domingos Sávio (PL).

 

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O recurso do governo estadual é oriundo de um pacotão firmado em 2019 junto ao município. Os vereadores aprovaram a doação de três terrenos ao Estado avaliados em R$ 3,7 milhões. Entre as contrapartidas, estava o dinheiro para concluir o viaduto. “Foi aí que foi reativado o projeto. Ele passou por alterações e conseguiu, agora, neste governo, implantar efetivamente”, destaca o vereador Josafá Anderson (CDN).

 

Em 2015 as obras foram parada por falta de recursos (foto: Divulgação/Prefeitura de Divinópolis)

Anel viário

O viaduto sobre o Complexo da Ferradura é uma das etapas para construção do anel viário ligando a MG-050 até a BR-494, passando pelo Centro Industrial. “Fizemos o desenho que a gente chama de croqui, que é um projeto, mas não é o executivo”, afirma a secretária de Governo e vice-prefeita Janete Aparecida (Avante).





 

“Quem chegar pela MG-050, entra pelo Icaraí, vem pelo Complexo da Ferradura, e tem a condição de dar a volta todinha pelo Bairro São Bento, entrando perto do aeroporto, do Bairro Elizabeth Nogueira”, explica.

 

O croqui também prevê a construção de uma ponte, passando pelo hospital público, no Bairro Realengo, até chegar na BR-494. “Podendo ir para São Paulo, Formiga. Isso faz com que a cidade tenha mais uma atração”, completa Janete. Contudo, ainda são necessários recursos que viabilizem o projeto executivo e, então, a obra.

Expansão

O município também vai disponibilizar uma área de 800 mil metros quadrados para a implantação de um novo Centro Industrial. Ele será entre o viaduto e o Aterro Controlado. O Processo de Manifestação de interesse foi lançado nessa segunda-feira (23/10).





 

“Estamos ofertando o espaço, dando detalhes dele, vamos ter investimento da Cemig com energia, teremos a disponibilidade de gás. Agora com a logística, vamos buscar interessados em realizar o projeto”, detalha o secretário de Desenvolvimento Econômico Luiz Ângelo Gonçalves.

 

O projeto é uma modelagem de como funcionará a Parceria Público Privada (PPP). “Ele será feito pela prefeitura, disponibilizando os traçados, vias topográficas e como funcionaria, o que ficará para o empreendedor, o que ficaria para a prefeitura, qual o formato de negócios”, esclarece. Em seguida, será aberto o processo de concessão. 

 

“Esse é o planejamento para viabilizar o mais rápido, trazer a iniciativa privada que é o que identificamos de boas práticas em outros municípios que têm sido referência em centros industriais e logística”, diz.

*Amanda Quintiliano especial para o EM