O ex-presidente do Conselho de Administração da Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, na Zona da Mata Mineira, Renato Vilella Loures, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) pelos crimes de associação criminosa e peculato.
Leia Mais
Corrupção em presídio: MP faz novas denúncias contra envolvidos em MinasServidor público é preso em ação contra tráfico de influência e corrupçãoPoliciais civis são alvos de operação do MPMG por suspeitas de corrupçãoHospital em MG é investigado por suspeita de desvio de dinheiro públicoSTF dá habeas corpus a homem amputado sentenciado a capinar lotes Médico mineiro foi morto por cobrar dívida de R$ 500 mil, diz políciaIncêndio em casa deixa idosa ferida, em BetimBombeiros combatem incêndio na Serra do Gandarela, na Grande BHVeja momento em que cão é atropelado por carro em que estava jovem mortoAdolescentes matam morador de rua a facadas no interior de MGFalsificação de documentos
Conforme apontam as investigações, a filha do presidente do Conselho da Santa Casa, adulterou documentos consistentes em plantas, projetos e desenhos elaborados em atendimento aos contratos firmados pelo hospital com as empresas de arquitetura das quais era sócia.
A intenção era separar dos projetos arquitetônicos executivos as plantas de compatibilização com os demais projetos complementares, assim justificando as múltiplas contratações para mesmos objetos, sendo toda a documentação alterada e encaminhada ao MPMG em janeiro de 2022.
Devido a isso, Moema Falci Loures responderá também por falsificação de documentos.
O caso
Conforme denúncia, as empresas de arquitetura, cujos sócios eram a filha e o genro do presidente do Conselho de Administração da Santa Casa, foram constituídas perante a Receita Federal em julho de 2012 e agosto de 2014, respectivamente.
A instituição de saúde teria firmado contratos com as empresas de arquitetura desde 2012, que seriam direcionados a "suporte de eventuais projetos" e "acompanhamento das obras já finalizadas", o que, para o MP, não se justifica.
Está apurado que as empresas não tinham experiência ou formação em arquitetura hospitalar na hora da contratação. Mais que isso, entre 2012 e 2013, a sede das companhias constavam como no mesmo endereço de moradia de Renato Loures.
Depois da primeira contratação, outras foram se somando para atender aos mesmos objetivos ilícitos de favorecimentos pelo primeiro denunciado (presidente) a sua filha e genro, segunda e terceiro acusados, possibilitando apropriação indevida de recursos públicos do hospital.
Os desvios dos recursos públicos e privados da Santa Casa de JF, vindos dessas contratações indevidas, chegam no valor próximo de R$ 7 milhões.