O Museu da Cachaça de Salinas, no Norte de Minas, foi fechado em de fevereiro para reformas de adequação estrutural, com custos que ultrapassam os R$ 266 mil. Inaugurado em 2012, o museu é um dos principais pontos turísticos do município e recebe mais de 200 visitantes mensalmente.
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As obras englobam desde ações mais gerais, como a pintura e a instalação de pingadeiras em platibandas - um acabamento para evitar que a água da chuva escorra pelas paredes -, até manutenções pontuais como a substituição de esquadrias danificadas, reformulação de telhados, reforma de forros de gesso, substituição de itens de combate a incêndio e pânico etc. A previsão é que o Museu seja reaberto ao público em maio ou junho.
Para Renilde, a reforma é de extrema importância para os visitantes e novos turistas do Museu da Cachaça. "Em alguns pontos em termos de segurança estava até perigoso. Agora com a reforma vamos melhorar a visibilidade do espaço para maior segurança e conforto de todos os visitantes”, afirma a diretora.
O Museu da Cachaça
A exposição é distribuída entre nove salas, sendo o hall de entrada, sala dos Canaviais, das Garrafas, do Engenho, do Moinho, do Aroma, sala multiuso, de Terra Batida e de Depoimentos.
Fechado durante a pandemia, o museu foi reaberto em julho do ano passado durante o Festival da Cachaça, quando recebeu cerca de 1.500 visitantes durante os três dias do evento. Por outro lado, para o presidente da Expocachaça, José Lucio Mendes, o equipamento precisa de mais eventos para se tornar relevante e valer o investimento feito na construção.
“O governo fez um investimento pesado na época. Mas não há como você manter uma estrutura dessa funcionando, se ela não tiver uma programação que mantenha o público. Tem o Festival da Cachaça na cidade, mas o museu não tem muita projeção nem muita importância nesse processo”, disse José Mendes, que observou a falta de infraestrutura de Salinas para o turismo.
“Salinas é muito afastada e não é fácil chegar lá. A cidade ainda não tem uma estrutura hoteleira para sustentar o grande movimento de público, nem um calendário de eventos”, afirma o presidente da Expocachaça.
Entre julho e dezembro de 2022, o museu registrou 3.400 visitantes, uma média de 566 visitantes mensais, o que corresponde a um aumento de 183% em relação à média usual de 200 visitantes.
Cachaça de Salinas
O município de Salinas é o maior produtor de Cachaça de Minas Gerais, com 16 cachaçarias. Não à toa, o município voltou a ser destaque internacional com a tradicional Seleta sendo medalhista de ouro em uma competição de destilados realizada em Londres.
A cachaça Antônio Rodrigues, descrita como 'jóia líquida', é uma edição limitada da empresa que foi envelhecida em carvalho por sete anos. A aguardente homenageia o proprietário e fundador da Seleta, instalada em Salinas desde 1980.
José Lucio explica que a premiação é de extrema importância para o setor. “As medalhas tem um papel de referência para os consumidores. Para o produtor é uma distinção que mostra que o produto tem um diferencial competitivo. É uma qualidade que rivaliza com os melhores destilados distribuídos no mundo, como a vodka”, completou.
*Estagiário sob supervisão