As investigações sobre o caso da mãe que foi presa ao chegar com o filho morto na UPA de São Joaquim de Bicas, em 6 de fevereiro último, vítima de maus tratos, ganha novos contornos e suspeitas, que passam a ser investigados pela Polícia Civil. A mulher tem também contra si a acusação de cárcere privado de dois outros filhos.
Segundo o Boletim de Ocorrências (BO) da Polícia Militar, no sítio encontrado nessa quinta-feira (2/3), também em São Joaquim de Bicas, são fortes os indícios de que outras crianças seriam mantidas encarceradas ali. Não seria apenas a mãe da criança morte e dos meninos encontrados no apartamento na Lagoinha, Kátia Cristina Alves, e o marido que teriam sido mantidos no local.
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Família que teria abandonado crianças em BH já sofreu perseguição religiosaPolícia fecha o cerco em torno de mulher que abandonou criançasMais uma criança morre em situação de desnutrição em MinasCozinha de restaurante pega fogo em BHFuncionários da Saritur fazem paralisação na Grande BHA partir desse registro, as polícias procuram por outras vítimas, não só crianças, mas famílias que teriam sido mantidas no local em trabalho escravo, assim como Kátia e o marido, que está desaparecido.
Mistério
O desaparecimento do marido de Kátia também é investigado. A primeira informação que a esposa teve, passada pela mulher que os manteria sob trabalho escravo, Terezinha, desaparecida, era de que o homem teria fugido com outra mulher.
Mas depois de questionamentos, segundo Kátia, Terezinha teria contado que seu marido teria morrido, em consequência de Covid e que o corpo já teria sido enterrado. Só que o local do sepultamento não foi informado.
Surge agora uma possível queixa, registrada na polícia em Paracatu, de um homem que denunciava trabalho escravo dele e da mulher e encarceramento de seus filhos, nas proximidades de Belo Horizonte. No entanto, não se tem mais notícias desse homem. A teoria é que ele teria fugido de São Joaquim de Bicas para escapar do trabalho escravo.