Jornal Estado de Minas

EMBATE COM A PREFEITURA

Chuvas em MG: decreto que proíbe movimentar terras é alvo de protesto em JF

Dirigindo tratores e caminhões, empresários e trabalhadores do setor de construção civil realizaram um protesto em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, na manhã desta segunda-feira (10/1), contra o decreto da prefeita Margarida Salomão (PT) que proíbe a movimentação de terras no município até dia 28 de fevereiro.




 
A carreata ocupou a Avenida Barão do Rio Branco, no Centro, e se estendeu até a Avenida Brasil, em frente à sede da prefeitura.
 
O documento alvo do protesto foi assinado pela chefe do Executivo no dia 20 de dezembro e teve como justificativa as fortes chuvas que atingem a cidade. Nesse sentido, um dos episódios citados foi o temporal que arrastou carros e deixou um ônibus ilhado no Bairro Santa Luzia, na Zona Sul da cidade, no dia 18 do mesmo mês.
 
À época, a água invadiu diversas casas e estabelecimentos comerciais. Logo, a prefeita classificou o episódio como um “desastre socioambiental” ao vetar a expedição de alvarás ou qualquer outro ato referente às atividades que envolvam movimentação de terra.




 
A categoria se reuniu com representantes do Poder Público hoje em busca de flexibilizações. A prefeita Margarida Salomão disse que estudará as propostas dos trabalhadores (leia mais abaixo).
 

Vereador apoia empresários e trabalhadores

 
Conforme comunicado do vereador bolsonarista Sargento Mello Casal (PTB), divulgado nesta manhã, a categoria “pleiteia a revogação do decreto, alegando que o setor não foi ouvido e que a medida, além de não solucionar o problema das enchentes, prejudica a vida de centenas de trabalhadores de um dos maiores setores econômicos do município”. Este mesmo texto havia sido publicado pelo parlamentar em suas redes sociais no dia 5 de janeiro.
 
No início da tarde, a assessoria do vereador emitiu outra nota dizendo que empresários e trabalhadores concordam com o decreto em relação à proibição de movimentar terras em locais de risco mapeados pela prefeitura. Nesse sentido, o pleito passa a ser pela “flexibilização das regras” e permissão para “pequenos aterros e desaterros e, consequentemente, a realização de pequenas obras”.




 
Sempre crítico ao governo petista no município, Sargento Mello Casal escreveu nas redes sociais, no dia 5 de janeiro, que havia entrado, junto com outros vereadores, com uma representação contra o decreto do Executivo. A decisão aconteceu após o parlamentar realizar uma reunião com os trabalhadores e empresários na Câmara Municipal.
 

Prefeita Margarida Salomão se manifesta

 
Ao encerrar o protesto em frente à prefeitura, o grupo foi atendido pela prefeita Margarida Salomão e também pela secretária de Governo, Cidinha Louzada.
 
Após a reunião, Margarida disse que estudará a possibilidade de atender os pedidos da categoria, mas sem colocar em risco a segurança de outras pessoas.
 
“Vivenciamos uma estação com elevadíssima pluviosidade. Toda cautela é recomendável. Os direitos dos trabalhadores devem ser garantidos, mas, ao mesmo tempo, devemos ter a segurança de que a nossa cidade não sofrerá os desastres ambientais que nós estamos vendo por todo o estado de Minas Gerais", iniciou.

"Estamos estudando os pleitos e, em breve, daremos uma resposta”, complementou a chefe do Executivo em vídeo gravado e publicado nas redes sociais da prefeitura.




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