Jornal Estado de Minas

PANDEMIA

COVID-19: Veja o que sabemos sobre a vacinação em Minas

Ainda são muitas as perguntas sobre como ocorrerá a imunização em Minas Gerais. Por isso, o Estado de Minas apurou as principais respostas sobre a vacinação no estado. Nesse domingo (17/01), a Anvisa anunciou a autorização do uso emergencial das vacinas CoronoVac e da Oxford contra a COVID-19.



Minas Gerais ultrapassou a marca de 645 mil registros do novo coronavírus nesta segunda-feira (18/01). De acordo com dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), desde o início da pandemia, em março de 2020, 646.091 casos foram confirmados em território mineiro.

Desse número, 2.482 foram contabilizados nas últimas 24 horas. No mesmo período, 18 pessoas morreram no estado por causa das complicações causadas pela COVID-19.

Desde o início da pandemia, o coronavírus matou 13.483 pessoas em Minas, ainda de acordo com os números da SES. No estado, 570.258 pacientes conseguiram se recuperar da COVID-19. 

 
Quando chegam as vacinas?

A companhia aérea Azul começa, nesta segunda-feira (18/1), a transportar em seus voos regulares e de cargas pelo Brasil as doses da vacina contra a COVID-19. As primeiras cidades que vão receber o imunizante, por meio dos voos da empresa, são Belo Horizonte, Cuiabá, Vitória, João Pessoa, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, São Luiz, Aracajú, Natal e Maceió com decolagens que partem do aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo.



Para que todos os 853 municípios recebam vacinas de forma equânime, será disponibilizada a frota aérea do estado, e as forças de segurança também se somarão aos esforços do governo para realizar a vacinação dos mineiros.

O lote inicial da CoronaVac destinado a Minas Gerais chegará ao estado às 18h50 de hoje. 

Vinda de avião, a carga vai pousar no Aeroporto de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O ato simbólico que marca a vacinação do primeiro mineiro contemplado com a injeção vai ocorrer às 19h30 desta segunda-feira, também nas dependências do terminal. O escolhido foi um profissional de saúde, ainda sem identidade revelada.



Minas e BH receberão quantas doses?

Ministério da Saúde divulgou, na noite desse domingo, a planilha com a distribuição das doses da CoronaVac por estado. A vacina contra a COVID-19 recebeu da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a liberação para uso emergencial

A vacina é fabricada pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com a biofarmacêutica chinesa Sinovac. A distribuição feita pelo governo federal considera 6 milhões de doses fornecidas pelo instituto. 

Conforme a planilha, Minas Gerais ficará com 561.120 doses do imunizante. Nesta segunda, porém, o governo do estado informou que receberá 577.480 doses iniciais.

O Ministério da Saúde contabiliza 275.088 pessoas no público-alvo da Fase 1 da campanha da vacinação contra o coronavírus no estado.




A Prefeitura de Belo Horizonte estima receber, do governo de Minas Gerais, cerca de 60 mil doses da CoronaVac, imunizante desenvolvido contra a COVID-19. O público-alvo da fase inicial, portanto, tem 30 mil cidadãos — visto que a ideia é garantir doses para a segunda aplicação.

Quando começa a vacinação?

A SES-MG já havia adquirido 50 milhões de seringas agulhadas para iniciar a campanha em Minas. Do número, 21 milhões já estão em território mineiro e, deste montante, 7 milhões já foram entregues às 28 Superintendências Regionais da Saúde.

Desta forma, o governo estadual garante que poderá começar a imunizar a população assim que as doses estiverem disponíveis.

Quem é o público alvo?

 O público-alvo da primeira etapa de vacinação contempla profissionais de saúde da linha de frente no combate à COVID-19; indígenas, comunidades ribeirinhas, idosos acima de 75 anos e maiores de 60 que residem em asilos e com deficiência.

A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) vai iniciar a vacinação pelos profissionais que atuam nas UTIs dos hospitais da cidade. As informações foram dadas nesta segunda-feira (18/01), por Taciana Malheiros, secretária-adjunta de Saúde. Não haverá distinção entre casas de saúde públicas e privadas.

 



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