Jornal Estado de Minas

INCÊNDIOS CRIMINOSOS

SetraBH mantém redução do horário na Estação São Gabriel e planeja viagens com escolta policial

Após uma onda de ônibus incendiados em Belo Horizonte e na Região Metropolitana da capital mineira, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de BH (SetraBH) optou por manter a redução de horários de circulação na Estação São Gabriel, na Região Nordeste. Ainda em conformidade com a decisão, o sindicato informou que algumas viagens serão realizadas apenas mediante escolta policial. 





Nessa segunda-feira (14), o SetraBH havia anunciado, em nota, que os ônibus que operam na Estação São Gabriel iriam encerrar o horário de circulação mais cedo para “preservar a segurança de profissionais e passageiros, que se mostraram apreensivos com os recentes ataques na Região Norte de  BH”. 

A medida foi tomada pelo sindicato depois que quatro ônibus foram alvos de incêndios criminosos em uma semana.

Além disso, outra medida foi informada aos usuários do serviço. As linhas alimentadoras vão manter o encerramento das viagens nos bairros, sem o retorno ao terminal. Confira os horários:

As últimas partidas da estação São Gabriel nesta terça-feira (15) são:
  • Linhas Alimentadoras – até 22h
  • Linhas Troncais para o Centro – até 21h15
  • Linhas Troncais para Área Hospitalar – até 21h
  • Linhas Troncais para Savassi via hospitais – até 21h
  • Linha Troncal para o Barreiro – até 21h30
  • Linha Troncal do Barreiro para o São Gabriel – até 20h30
  • Linha Troncal de ligação com corredor Antônio Carlos – até 21h

Ainda de acordo com o SetraBH, as viagens das linhas alimentadoras, das 20h às 22h, só serão realizadas mediante escolta policial




Prejuízo

Em nota, o SetraBH comunicou que o sistema de transporte coletivo se encontra em uma situação de total desequilíbrio financeiro em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus. Segundo ele, “as empresas não têm como repor de imediato os veículos, já que o seguro não cobre ações dessa natureza, ficando o prejuízo total para as empresas”.

A reposição de um ônibus convencional, como o modelo queimado na noite do último sábado (12), significa um reinvestimento de R$ 400 mil.
 
* Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.