A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) vai ganhar um novo mapeamento, todo em 3D. Com metodologia inovadora, o projeto de pesquisa, desenvolvido em 2008 pelo Instituto de Geociências Aplicadas (IGA) do governo do estado vai fazer o planejamento cartográfico na escala de 1 por 10 mil. Esta medida significa que 1 centímetro no mapa corresponde a 10 mil centímetros na realidade.
O último mapeamento da região é de 1977 com escala de 1 por 25 mil e não houve nenhuma atualização. A área correspondia a apenas 14 municípios, hoje são 34. Para conseguir este resultado é preciso gerar uma ortofoto volumétrica, ou seja, uma imagem fotográfica retificada para remover qualquer distorção e deslocamentos do relevo.
Com este material será possível identificar nascentes, tipo de vegetação, loteamento, arruamento, estudo de transportes viários e ferroviários, áreas para implantação de aterros sanitários, uso e ocupação do solo, rede de drenagem e prevenir acidentes com resíduos industriais. “Trata-se de uma ferramenta essencial para o planejamento das ações de governo”, afirma.
Ela explica que, para fazer uma obra na estrada, por exemplo, é necessário desapropriar, verificar as edificações e para onde vai o loteamento. “Com essas imagens fica mais fácil tomar decisões. O mais importante é conscientizar os governos para criação de uma política cartográfica para o Estado. Assim, poderemos evitar o desperdício”, destaca. “Se antes era necessário usar softwares da Alemanha, Suíça, França e Canadá, agora, será empregado um software com tecnologia 100% brasileira, desenvolvido em Belo Horizonte por um pesquisador mineiro e com custo 50% menor”, acrescenta.
O projeto, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), vai mapear uma área de 23 mil quilômetros quadrados. No ano passado, o secretário Alberto Portugal assinou termo de outorga para liberação de recursos na ordem de R$ 760 mil.
Uma empresa de aerolevantamento, cadastrada no Ministério da Defesa, vai fotografar a RMBH durante 15 dias. O documento gerado será uma base oficial única que servirá de consulta para diversos órgãos, além de ser disponibilizado pela internet futuramente.
A previsão é de que o trabalho seja entregue até setembro de 2010.
Com informações da Agência Minas.
(edição de Elaine Pereira/Portal Uai)