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Bolsonaro passa o recibo com as últimas pesquisas eleitorais para 2022

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“A canalhada da esquerda continua a mesma coisa. E uma turma ainda quer votar nesse filho do capeta aí. Olha, se esse cara voltar, nunca mais vai sair. Escreve aí.” A declaração é do presidente Jair Bolsonaro a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, antes de embarcar para a cidade de Terenos, no Mato Grosso do Sul, onde participou da cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural.





“Eu não fechei nada. Meu Exército só vai para as ruas para manter a liberdade de vocês. Jamais para mantê-los dentro de casa. Eu respondo pelos meus atos; agora, se os governadores, prefeitos estão na contramão...” E enigmaticamente acrescentou: “Pessoal, já dei o recado que tinha que dar. Daqui para frente eu vou agir”. “Meu Exército?” Eu, hein!

Certamente, é o efeito pesquisa: esta é a primeira vez que Bolsonaro faz menção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ele não citou nominalmente, desde a mais recente pesquisa do DataFolha, que mostra o petista isolado na primeira posição em todos os cenários, mesmo em eventual segundo turno contra o ex-capitão. Deve ser por isso que, lá no Mato Grosso do Sul, o presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, relatou ter pressionado o seu médico para que receitasse cloroquina a ele quando foi diagnosticado com COVID-19, em julho do ano passado.

“Eu, quando senti o problema, chamei o meu médico. Tem alguns, né. O pessoal reclama, fazer o quê? Eles cuidam da minha saúde. Eles acham que é melhor eu estar vivo do que outro no meu lugar, no momento. Chamei o médico e ele me falou: você está com todos os sintomas.”

Bolsonaro acrescentou: “Eu não sou médico, não. Eu não sou médico. Quando tenho problema de estômago, sabe o que eu tomo? Coca-Cola. Ninguém me vem encher o saco dizer que eu tenho que tomar outra coisa. O bucho é meu”. Isso é palavreado para o presidente da República? Qualquer um que seja inquilino do Palácio do Planalto?

Falar nisso, nesta semana, pelo menos 1.270 cidades brasileiras ficaram sem vacina contra a COVID-19. É o registro que vem da Confederação Nacional de Municípios (CNM), do já conhecido Observatório da COVID-19 nos municípios Brasil afora. As pesquisas são feitas diretamente junto aos prefeitos, com periodicidade semanal. E, por fim, entre as prefeituras que participaram da sondagem, 2.050 (67,2%) informaram ter adotado alguma forma de fechamento ou restrição de horário das atividades não essenciais, e 987 (32,4%) disseram nãoter lançado mão desse recurso durante a pandemia.





Insumo para vacina

O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, publicou mensagem nas redes sociais informando que a China garantiu o envio ao Brasil do ingrediente farmacêutico ativo para produção de mais vacinas contra a COVID. “Conversei hoje com o embaixador da China no Brasil, o sr. Yang Wanming, e ele assegurou o envio de IFA, o ingrediente farmacêutico ativo necessário para que o Brasil possa continuar a fabricar suas vacinas. Ele disse estar pessoalmente envolvido com as autoridades chinesas para acelerar o envio o mais rapidamente possível. As relações entre Brasil e China são de longa data e devemos trabalhar para garantir que permaneçam sadias. No Congresso, por meio da Comissão de Relações Exteriores, vamos atuar para que esse relacionamento avance e seja pautado pela amizade e pelo entendimento”, afirmou Aécio.

Covas em estado irreversível

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), de 41 anos, tem o quadro clínico irreversível, segundo boletim médico do Hospital Sírio-Libanês. Diagnosticado com um câncer entre o esôfago e o estômago, Covas está internado desde 3 de maio deste ano. Ele chegou ao hospital com anemia, mas teve detectada uma hemorragia no sistema digestório. A doença se espalhou e, neste ano, foram constatadas metástases no fígado e nos ossos. Covas está em um quarto do Sírio-Libanês, recebendo analgésicos e sedativos. Familiares estão ao lado dele. O quadro clínico fez o tucano se afastar da prefeitura. Licenciado, ele foi substituído pelo vice, Ricardo Nunes (MDB).

Ano Jubilar

A Praça da Assembleia ganhou um jequitibá que chega a 80 metros de altura. A iniciativa foi do primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Carlos Arantes (PSDB). Ele contou com a ajuda do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo, e do pároco da Igreja Nossa Senhora de Fátima, padre Fernando Lopes. De acordo com Arantes, o plantio faz parte das comemorações do Ano Jubilar. Tanto que 100 mudas iguais serão plantadas em várias comunidades em todo dia 11. “Fiquei muito emocionado, porque plantar árvores pelas cidades é um gesto que já faço há bastante tempo. Só em Belo Horizonte, foram mais de 100. Espero que este jequitibá represente a união dos povos, a paz e a conservação da natureza”, destacou Arantes.





Amazônia

“É uma questão de burocracia de licenciamento. Então, não vejo grandes problemas nisso aí.” Começou assim o vice-presidente Hamilton Mourão, ontem, ao dizer que não vê afrouxamento de regras. “Eu não vejo assim. As regras estão por cima disso aí. O Código Florestal é bem mais draconiano do que essa questão desse licenciamento, que é mais uma medida de desburocratização do que de mudança de parâmetros.” E deixou objetivamente bem claro: “Se você dissesse que mudam os parâmetros na Amazônia e o cara pode explorar 40%, 50%’, aí seria diferente”.

Finalmente

O deputado federal Rodrigo Maia pediu, ontem, a sua desfiliação do DEM. O argumento no documento entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que formaliza o seu pedido de desligamento do partido, Maia alega ser por justa causa. O ex-presidente da Câmara Federal apresentou uma lista trazendo extensas declarações de filiados à sigla em defesa do presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, com quem tem teve inúmeros confrontos. Era apenas uma questão de tempo.

PINGA FOGO

  • O general Hamilton Mourão preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal. Ele ressaltou ainda que o projeto não altera o percentual de terras que devem ser preservadas nas propriedades na Amazônia. A bancada ruralista vai estrilar, mas, tudo indica, vai ficar é por isso mesmo.
  • Em tempo, ainda sobre Rodrigo Maia: a sua saída do DEM era esperada desde que o deputado entrou em rota de colisão com o atual presidente nacional do partido e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto. Os atritos entre os dois falam por si.
  • A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal decidiu ontem tornar obrigatório o censo demográfico em 2022. A decisão foi por causa de uma ação ajuizada pelo estado do Maranhão para obrigar o a União e o IBGE a fazerem o censo este ano.
  • A cúpula do Senado ficará com a cor roxa até segunda–feira para conscientizar a população sobre doenças raras, que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil indivíduos. Serão lembradas a fibromialgia, porfiria, mucopolissacaridoses e ainda a doença de Crohn.
  • Sendo assim, o jeito é desejar a todos um saudável fim de semana. Cuidem–se bem. E torça por notícias que não aborreçam. FIM!





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