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Pelo ajuste e contra impeachment, Dilma oferece 5 ministérios ao PMDB

A opção da presidente foi acalmar o partido diante da crise política e dificuldades com a base aliada

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postado em 23/09/2015 09:19 / atualizado em 23/09/2015 09:43

Agência Estado

AFP PHOTO/EVARISTO SA

A presidente Dilma Rousseff decidiu oferecer cinco ministérios ao PMDB para atrair o apoio da legenda, aprovar o ajuste fiscal e barrar um possível processo de impeachment. Para tanto, sacrificou uma das principais pastas do PT, a Saúde, o que gerou descontentamento no seu partido. Ministério com o maior orçamento da Esplanada, é comandado pelo PT desde o primeiro mandato de Dilma. Ele é ocupado atualmente por um afilhado do ex-presidente Lula, Arthur Chioro.

A opção da presidente foi acalmar o PMDB diante da crise política. Assim, o Palácio do Planalto ofereceu dois ministérios à bancada do partido na Câmara e dois aos parlamentares do Senado. Um quinto ministro seria indicado pelos peemedebistas das duas Casas.

Se esse novo arranjo for oficializado, o principal partido aliado e fiel da balança neste momento de crise política, deverá ficar com cinco ministérios na reforma - atualmente tem seis. Dilma manterá, pela cota do Senado, Kátia Abreu na Agricultura, que a partir de agora abrigará também o Ministério da Pesca. Além disso, Eduardo Braga continuará em Minas e Energia.

Pela Câmara, além da Saúde, o PMDB ganharia mais uma pasta a ser criada a partir da fusão de Portos com Aviação Civil. Essa pasta de infraestrutura teria à frente Eliseu Padilha, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, conforme sinalizou a presidente nas conversas de ontem.

Apesar disso, deputados apresentaram outros nomes para essa vaga, como José Priante (PA), primo do senador Jader Barbalho, Mauro Lopes (MG), Celso Pansera (RJ) e Newton Cardoso Júnior (MG).

Embora o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tenha dito que não indicaria ninguém, Pansera, um dos nomes lembrados pela bancada, é seu aliado. O deputado foi citado pelo doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, como "pau mandado de Cunha". Afilhado de Temer e de Cunha, Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara, deve seguir no Turismo. Essa seria a indicação de consenso das duas Casas.

Petistas

Na tentativa de resistir, Arthur Chioro se reuniu no Palácio do Planalto com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Diante do mal-estar causado no PT com a notícia da mudança, um emissário de Dilma chegou a telefonar para Chioro, à tarde, para dizer que o governo precisava ceder o posto ao PMDB. A medida era necessária, segundo esse interlocutor, para manter o partido na base de sustentação no Congresso, dar sinais positivos ao mercado e "conter a alta do dólar". Chioro foi indicado pelo prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, com as bênçãos de Lula. As informações sobre sua saída provocaram revolta no PT e nova divisão no PMDB.

Mesmo com a decisão do vice-presidente Michel Temer de não indicar ministros para a equipe de Dilma, o PMDB mostrou a divisão entre seus grupos. O líder na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), avisou que a bancada queria a Saúde. A partir daí, os articuladores políticos do Planalto começaram a negociar com ele a indicação do PMDB do Rio, em consórcio com deputados do partido em Minas.

O primeiro nome apresentado para ocupar o ministério foi o do deputado federal Saraiva Felipe (PMDB-MG), mas Dilma o vetou. Ontem à noite, o governo discutia os outros dois nomes indicados pelos deputados peemedebistas - Manoel Júnior (PB), aliado de Cunha, e Marcelo Castro (PI), que trocou acusações com o presidente da Câmara por causa da reforma política.

Coma s mudanças, o governo pretende organizar sua relação com o PMDB e depois partir para tentar reaglutinar outros partidos da base aliada. Os novos arranjos vão tratar de siglas como o PSD, do ministro Gilberto Kassab (Cidades), o PTB e o PP.

As mudanças têm no horizonte frear o avanço do impeachment no Congresso e aprovar o pacote fiscal que inclui, entre outros pontos, a volta da CPMF.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Aristides
Aristides - 23 de Setembro às 11:19
Após ler essa reportagem, me deu enjoo, e uma grande tristeza de ser Brasileiro...
 
renato
renato - 23 de Setembro às 11:16
"Pelo ajuste e contra impeachment, Dilma oferece 5 ministérios ao PMDB". A conjuntura atual sugere ao PMDB refletir um pouco sobre esses afagos da "Presidenta". Aqui em BH, a formação de uma coligação entre PT e PMDB, visando o apoio ao candidato Patrus Ananias nas eleições de 2012, teve resultado catastrófico para o PMDB junto à Câmara Municipal de Belo Horizonte. De uma bancada de 5 vereadores, o PMDB só elegeu um vereador, Iran Barbosa. Enquanto o PT elegeu cinco ou seis vereadores. Portanto, ...... cuidado com tais atrativos. Pode ser a derrocada do PMDB.
 
watchtowerbrasil
watchtowerbrasil - 23 de Setembro às 12:09
Que bom, poderia ser o fim dos dois..... esses partidos são como câncer para qualquer nação civilizada e politizada.
 
renato
renato - 23 de Setembro às 11:16
"Pelo ajuste e contra impeachment, Dilma oferece 5 ministérios ao PMDB". A conjuntura atual sugere ao PMDB refletir um pouco sobre esses afagos da "Presidenta". Aqui em BH, a formação de uma coligação entre PT e PMDB, visando o apoio ao candidato Patrus Ananias nas eleições de 2012, teve resultado catastrófico para o PMDB junto à Câmara Municipal de Belo Horizonte. De uma bancada de 5 vereadores, o PMDB só elegeu um vereador, Iran Barbosa. Enquanto o PT elegeu cinco ou seis vereadores. Portanto, ...... cuidado com tais atrativos. Pode ser a derrocada do PMDB.
 
Nilson
Nilson - 23 de Setembro às 11:05
Dilma fez exatamente o contrário de Collor quando presidente, negociou com o PMDB, caso contrário seu impeachment estaria sacramentado. Resta saber o quanto isto irá custar para o povo brasileiro.
 
Elias
Elias - 23 de Setembro às 10:51
É só o que o PMDB quer mama nas tetas do governo, não esta preocupado com o PAÍS e que se dane os votos recebido, mas quem votou nesses parasitas sabiam que estavam jogando o voto fora e o pior a maioria recebeu algo em troca.
 
rodrigo
rodrigo - 23 de Setembro às 10:30
bando de bandidos
 
José
José - 23 de Setembro às 10:30
A--C--H--A--Q--U--E CONSTANTE E DISFARÇADO ! ! ! ------------- Como governar uma d-e-s-g-r-a-ç-a dessa ? ? ?
 
Moab
Moab - 23 de Setembro às 10:27
Infelizmente para se governar nesse país é preciso entrar naquela do toma lá dá cá!!!
 
Luciano
Luciano - 23 de Setembro às 10:18
A Saúde Pública, tão negligência e abandonada por este desgoverno petista, agora, invés de ter um plano de salvamento, vira moeda de troca para segurar o PMDB na base aliada. Triste Brasil!!!
 
watchtowerbrasil
watchtowerbrasil - 23 de Setembro às 10:15
Dilma, não existe dinheiro público. Com isso, se os cofres estão vazios não temos como manter os programas sociais às custas de gerar uma crise ainda maior e sem precedentes na classe empresarial e trabalhadora. Você e o PT não querem largar o osso, não é mesmo? isso lhes rende votos, infelizmente, pois não deveria ser assim. A outra face do jeito PT e PMDB de ajudar ao país são essas barganhas..... ou melhor, veredicto de que a roubalheira, além de continuar, é barganhada às claras. Isso não é política.
 
Nilson
Nilson - 23 de Setembro às 10:12
PMDB, O MAIOR CÂNCER DO BRASIL, CONSEGUE SER PIOR QUE O PT.
 
Wagner
Wagner - 23 de Setembro às 10:10
Nos três poderes de governo, não temos governantes, temos quadrilheiros.
 
Ramon
Ramon - 23 de Setembro às 10:08
O Pior lugar do mundo ! DISTRITO FEDERAL ! arrogante!