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Estado de Minas

Lacerda obtém aval para empréstimo de US$ 75 mi para obras na Lagoa da Pampulha

O prefeito Marcio Lacerda conseguiu aval do Ministério da Fazenda para empréstimo internacional de US$ 130 milhões. Desse total, US$ 75 milhões só para a Lagoa da Pampulha


postado em 13/12/2013 09:25 / atualizado em 13/12/2013 12:21

O prefeito Marcio Lacerda (PSB) deve ganhar no ano que vem verba extra, por de meio de empréstimos em terrritório nacional e no exterior, para investimento em obras. Nesta sexta-feira, saiu o o aval do Ministério da Fazenda, publicado no Diário Oficial da União (DOM), para empréstimos que totalizam US$ 130 milhões. Boa parte desse recurso, US$ 75 milhões, será usado no Programa de Recuperação da Bacia Hidrográfica da Pampulha. O restante deve ser destinado, em parte, para investimentos em programas de recuperação ambiental da capital.

Os US$ 75 milhões para a Lagoa da Pampulha devem ser captados junto ao Banco do Brasil Aktien-Gesellschaft Viena, Áustria BB AG. Os outros US$ 55 milhões devem ser obtidos via Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Nesta semana, na última terça-feira (10), em plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte os vereadores aprovaram projeto de lei que autoriza a prefeitura a contrair um outro empréstimo, junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) no valor de até R$ 100 milhões.

Parlamentares da oposição criticaram a iniciativa. De acordo com Adriano Ventura (PT) e Iran Barbosa (PMDB), as operações de crédito contratadas pelo governo podem inviabilizar as futuras administrações em decorrência do aumento do endividamento público. Gilson Reis (PCdoB) e Pedro Patrus (PT) salientaram a ausência de informação a respeito de quais serão as obras beneficiadas com o montante.

(foto: Leandro Couri/EM/D.A Pres)
(foto: Leandro Couri/EM/D.A Pres)

Lagoa Pampulha


A Bacia da Pampulha tem área de 100 quilômetros quadrados e abrange os municípios de Belo Horizonte e Contagem. Nesse perímetro, há 42 córregos, sendo que oito deles deságuam no reservatório. A lagoa tem 10 bilhões de litros de água, capacidade que já chegou a 18 bilhões de litros. De acordo com O último relatório do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) sobre a represa, 70% das águas tem qualidade considerada ruim ou muito ruim. Estão presentes em larga escala na lagoa coliformes fecais, fósforo, manganês, entre outras substâncias tóxicas.


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