O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB), admitiu nesta quinta que vai propor uma mudança no artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para garantir ao governo uma "mobilidade maior para desonerar". A proposta constará do projeto de sua autoria que muda o indexador das dívidas dos Estados com a União. A expectativa do líder é que o projeto seja aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na terça-feira para ir ao plenário do Senado na quarta-feira da próxima semana.
A alteração deve garantir que o governo tenha direito de conceder ou ampliar benefícios tributários em duas hipóteses de renúncia de receita: se houver excesso de arrecadação tributária no ano ou compensação de contingenciamento de verbas orçamentárias. O líder do governo afirmou que, pelo texto costurado, não há qualquer temor para aumento de gastos com o funcionalismo, por exemplo. "Não porque lá está amarrado", disse.
Indexador
Braga admitiu que houve uma forte reação da base aliada à sugestão do governo de "insistir" na Selic, a taxa básica de juros da economia, como novo indexador das dívidas dos Estados com a União. Senadores e governadores sugerem a adoção de fatores de correção atrelados à inflação, como o IPCA e INPC. "Nós sabemos que esta é uma Casa política, onde a negociação política é permanente", disse.
O líder do governo ainda não fechou qual indexador deve propor, em substituição ao atual IGP-DI mais 6% a 9% ao ano.
