O tamanho da base do governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) e o elevado número de partidos em funcionamento no Brasil estão pressionando para baixo as projeções das legendas para a conquista de prefeituras nas eleições de 2012 em Minas Gerais. Entre as principais siglas, a expectativa mais otimista prevê vitória em 40 novos municípios na disputa do ano que vem. Na mais pessimista, a intenção é assegurar a administração de outras 16 cidades.
Na Assembleia Legislativa, 17 partidos, além do PSDB, dão sustentação ao governo. Com tantos amigos, as disputas para definição dos candidatos tendem a ocorrer em menor proporção, inibindo planos mais expressivos de crescimento nos números de municípios comandados, conforme acredita o presidente estadual do PDT, Mário Heringer. O partido está entre as legendas aliadas ao Palácio da Liberdade. “A realidade é outra. Não há como fazer número expressivo (de prefeituras) quando o governo tem tanta força. A tendência é de que se evite constrangimento”, diz o pedetista. O partido tem hoje 54 prefeituras no estado e, por conta da correlação de forças atreladas ao governo de Anastasia, não terá crescimento superior a 30%, o que significaria assumir o comando de 16 n ovas prefeituras”, acredita Heringer.

A projeção feita pelo PMDB pode ser considerada bastante baixa, sobretudo pelo fato de o partido ser o único em Minas Gerais com representação nos 853 municípios do estado, seja com diretórios ou com comissões provisórias. Segundo Andrade, a escolha de quem será candidato não acontecerá por análise de trajetória política, mas por pesquisas. “Às vezes um ex-deputado quer se candidatar, mas naquele momento não tem força suficiente para a disputa”, afirma.
A cúpula de outro partido que se coloca como independente na Assembleia, o recém-criado PSD, que pode chegar a ter 10 cadeiras na Casa, também acredita que o grupo de partidos que orbitam o Palácio da Liberdade pode arrefecer as disputas entre as legendas no ano que vem. Segundo o presidente estadual da sigla, Paulo Safady Simão, no entanto, o fato de o partido estar recebendo ex-integrantes de diversas legendas poderá ser uma vantagem. “Se nossos quadros registraram boas performances nas eleições de 2008, isso pode se repetir em 2012”, avalia.
Experiência
O PT espera pular de 110 para 150 prefeituras no ano que vem. O partido, ao lado do PCdoB e parte do PMDB, faz oposição ao governador Anastasia na Assembleia. Os três deverão assumir a tarefa de rivalizar com os aliados do governador. Segundo o vice-presidente estadual da legenda, deputado federal Miguel Corrêa, a trajetória política dos possíveis candidatos será decisiva na escolha de quem entrará na disputa. “Estamos conversando com reitores, lideranças estudantis, professores e lideranças sindicais”, diz Corrêa.
Rival histórico do PT, o PSDB, mesmo com extenso arco de alianças em torno do governador Anastasia, pretende chegar a 200 prefeituras depois das eleições do ano que vem. O partido governa hoje 160 municípios. Segundo o vice-presidente estadual da legenda, deputado federal Domingos Sávio, coordenador do partido para as eleições de 2012, o PSDB tem presença atualmente em 500 municípios do estado, com diretórios ou comissões provisórias.
