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Sobrevivendo a uma crise

Estratégias para enfrentar o cenário econômico brasileiro

O Brasil de hoje é completamente diferente do que há uma década, por isso é hora de as empresas adotarem novas receitas para competir.
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postado em 07/06/2016 09:00 / atualizado em 07/06/2016 09:15

HSM /MKT

Em artigo publicado no blog da Harvard Business Review, Pablo González Alonso, líder para o mercado brasileiro do Frontier Strategy Group, apresenta duas propostas estratégicas para as empresas serem bem-sucedidas no cenário atual no País.

Divulgação


Ele começa lembrando que após ser um dos mercados mais atrativos para o investimento corporativo na primeira década deste milênio, a constatação nos últimos anos de que o crescimento do Brasil dependia demais das commodities exportadas principalmente para a China, associada à inépcia governamental na gestão da economia, levou a uma mudança do cenário.

Pesquisa realizada recentemente pelo Frontier Strategy Group com executivos da América Latina mostra que as vendas corporativas caíram em média 6% no Brasil no último ano e que a perspectiva no curto prazo não se mostra nada animadora.

Para Alonso não é mais possível neste momento pensar o mercado brasileiro a partir das estratégias adotadas na primeira década dos anos 2000. Atualmente, segundo ele, há duas estratégias que os executivos de empresas operando no Brasil devem considerar.

A primeira é adaptar a proposta de valor da empresa. Com a recessão, a questão do preço dos produtos e serviços passa a ser muito mais sensível. Empresas proativas, segundo Alonso, devem revisitar seus segmentos de clientes e ajustar-se ao poder aquisitivo e ao comportamento dos consumidores neste novo cenário.

Alonso aponta que há muitas organizações que já estão adaptando seus valores a partir de mudanças na precificação, formulação e tamanho do produto e nos serviços associados a eles. Ele cita os casos da Danone, Nestlé, Neugebauer e Bela Vista como exemplos de empresas que têm reformulado seus portfólios, incluindo embalagens individuais ou versões menores de seus produtos, aumentando a acessibilidade dos consumidores a eles.

Uma segunda estratégia é localizar o negócio. A expansão da produção local é um caminho para as multinacionais poderem se beneficiar da atual desvalorização do real para proteger, e até mesmo aumentar, a fatia delas no mercado brasileiro.

No caso de aquisições estratégicas, a depreciação do real é apenas um dos aspectos desse processo. Deve-se levar em conta também que a desaceleração econômica provocou uma queda sensível no valor das empresas no País.

Os executivos devem lembrar, no entanto, que essa estratégia tem de considerar aspectos como o “custo Brasil”. Alonso aponta que, mesmo num cenário de desaceleração, os custos de produção no País ainda têm crescido. Outro fator a se pensar é que muitos componentes, principalmente para indústrias de alta tecnologia, não têm fornecedores locais, o que significa a necessidade de importar esses insumos.

Para Alonso, o Brasil de hoje é um mercado completamente diferente do que era há uma década, por isso é hora de as empresas adotarem novas receitas para competir no País. As estratégias que as levaram à liderança ontem, se mantidas, poderão conduzi-las ao fracasso amanhã.

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