SIGA O EM

Homem bate em carro e deixa bilhete com telefone

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[]

postado em 18/07/2017 17:43 / atualizado em 18/07/2017 18:57

Agência Estado

Sorocaba, 18 - Ao desviar de outro veículo, o escrevente de cartório Sandro Moraes acabou batendo seu carro contra o espelho retrovisor de um automóvel, na saída de um estádio de futebol, no último domingo, 16, em Itararé, interior de São Paulo. O acessório foi arrancado com o impacto. Sem encontrar o dono do carro danificado, Moraes deixou um bilhete com seu telefone no para-brisa e foi para casa.


O que seria um gesto trivial, ganhou contornos de um grande feito, depois que o caso foi parar nas redes sociais. Dono do carro avariado, o policial militar Cristiano Borges fez um relato em sua página no Facebook. "Voltava para meu carro estacionado perto da Associação Atlética Itararé e deparei-me com o retrovisor quebrado, aliás, sem retrovisor. Mas o que de fato me impressionou foi um bilhete no para-brisa. A pessoa que quebrou teve uma atitude de civilidade, deixou seu nome e o telefone, pedindo-me para entrar em contato. Eu não deveria estar impressionado, pois esta era uma atitude que deveríamos entender por natural, mas nos tempos de 'Moro', ser honesto chama a atenção."



A postagem, com a foto do bilhete, teve quase mil visualizações e foi muito compartilhada. "Achei bonita a atitude da pessoa, que até então eu não sabia quem era, e postei o acontecido também no grupo de notícias da cidade que mantemos em Itararé. Para minha surpresa, começou a bombar e logo o Sandro me passou uma mensagem." Eles conversaram e, na manhã desta terça-feira, 18, o carro foi para o conserto. À tarde, estava pronto. Os dois moram na mesma cidade e ficaram amigos. O PM é formado em Letras e, dias antes, tinha escrito para um jornal local sobre honestidade. "Tinha dito que toda pessoa nasce honesta, mas muitos se desviam. É sempre bom ver que ainda há gente honesta."

Moraes conta que ficou surpreso ao ver que seu gesto teve grande repercussão nas redes sociais. "Bati no carro sem querer, mas não tinha como fugir à responsabilidade. Estava com meus filhos Samuel, de 9 anos, e Nathan, de 3, no carro e em nenhum momento cogitei outra coisa. Como não tinha caneta e papel, pedi para um morador da rua e deixei o contato."

Ele acredita que a repercussão do gesto se deve à situação que o País vive hoje e não se considera melhor que ninguém por isso. "Fiz o que deveria ser considerado uma coisa normal. Não foi um ato heroico, nada disso. Acho que ser honesto deveria ser obrigação." Não é o que todos fazem, como afirma o internauta José Domingos, ao comentar o caso. "Comigo aconteceu que, no dia 18, um rapaz bateu no meu carro. Conversamos sobre o acidente, mas ele me deu o endereço e o número do telefone errados."

(José Maria Tomazela)

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Amarildo
Amarildo - 19 de Julho às 10:22
Isso não é louvável, é caráter básico.
 
rodrigo
rodrigo - 19 de Julho às 09:08
Aqui em BH no bairro São Francisco, um rapaz que trabalha na faculdade Anhanguera passou e bateu no retrovisor do meu carro e o quebrou! Mesmo com o transito caótico que tem aqui, ele arrumou um lugar para parar seu carro e sai procurando pelo dono do carro, nesse caso o meu carro! Do nada o cara estava aqui dentro da empresa na minha frente para me informar que quebrou o retrovisor do meu carro e que ia comprar outro! Porem o retrovisor novo custa R$600.00 e eu falei pra ele procurar apenas as partes que quebraram para fazer a substituição e nem telefone dele peguei. 2 dias depois ele voltou
 
Paulo
Paulo - 19 de Julho às 08:35
Enquanto isso, em BH, os motoqueiros, e não motociclistas, abusam de bater no retrovisor dos carros e sair como se nada tivesse acontecido.
 
Nilson
Nilson - 19 de Julho às 08:21
Louvável a atitude do Sr Sandro. Em BH, em abril 2016, um rapaz bateu na traseira de meu carro, fizemos a ocorrência, ele se comprometeu a pagar, mas sua mãe o convenceu do contrário. Entrei na justiça, até hoje não tive solução para o problema.
 
sebastião
sebastião - 19 de Julho às 06:48
Sinto-me feliz, por me igualar a esse senhor. Bati num carro de cujo o proprietário, era de outro estado. Deixei o número telefônico, e pedi para enviar-me o número da sua conta bancária e o valor do prejuízo; assim que informou-me paguei. Tive um grande pai e grande mãe. Ser gente, vem de berço.
 
Andre
Andre - 18 de Julho às 22:56
Em um pais onde todos os valores mudaram, até parece que ser honesto é uma virtude........MUDA BRASIL.....CHEGA
 
Geraldo
Geraldo - 18 de Julho às 22:56
Comigo aconteceu o mesmo, bateram no meu carro e deixaram um bilhete " Bati no seu carro, me ligue" deixou nr celular e a placa do carro dele, quando liguei pediu para fazer orçamento, quando apresentei 3 orçamentos.....nunca mais ele me retornou, isso aconteceu 31.07.2016 na cidade de Curvelo e o veiculo que bateu era da cidade de Inimutaba, diante disso, fui obrigado a fazer a ocorrência, com a prova do próprio punho, agora é aguardar a nossa lei.
 
GILBERTO
GILBERTO - 18 de Julho às 20:01
DEVERIA SER REGRA, E NAO EXCECAO. INFELIZMENTE AQUI, NO FAVELORIO, AS COISAS SAO DIFERENTES.