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Governo será rigoroso na punição da Samarco por desastre em Mariana, diz ministra

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postado em 11/11/2015 17:01 / atualizado em 11/11/2015 18:41

Agência Estado

Brasília, 11 - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o governo federal vai ser rígido na apuração de responsabilidades pela catástrofe nas barragens de Mariana, em Minas Gerais.

Segundo Izabella, a mineradora Samarco, controlada pela Vale e pela BHP, será obrigada a fazer toda a limpeza e reconstituição integral do meio ambiente em toda a região atingida pelo rompimento das barragens. Sobre a aplicação de multa, Izabella disse que ainda aguarda mais informações sobre as causas do acidente e ações da empresa, mas garantiu que o governo não vai 'flexibilizar'.

"Temos que verificar as condições. O Ibama está monitorando tudo e terá relatórios de danos. Se couber aplicação de multa federal, nós aplicaremos. Seremos rígidos. Não tem essa história de achar que a pessoa não pune etc. Vai ter punição. Tem que, pela legislação brasileira, restaurar ambientalmente. Não podemos dizer quais são as causas, mas a responsabilidade legal é da empresa", disse Izabella.

Na segunda-feira, a ministra tem um encontro agendado com os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo para discutir o tema, além de tratar de possíveis mudanças nas regras de licenciamento e fiscalização ambientais.

"O governo federal atua de maneira coordenada com o Ministério da Integração e Defesa Civil. Colocamos todos os nossos insumos à disposição. Temos que verificar o caráter preventivo e se a legislação que está proposta é suficiente ou não para fazer esse enfrentamento. Minas Gerais tem sido alvo de rompimentos de barragens, e esse acidente não está associado a período de chuvas", afirmou a ministra.

No momento atual, os esforços se concentram em socorrer as vítimas, apoiar as famílias e adotar ações para garantir o abastecimento de água da região suportada pelo Rio Doce, que segue para o Espírito Santo.

"É um desastre de dimensão catastrófica. Para você ter uma ideia, se a gente comparar o volume de lama desse acidente, chega a ser até seis vezes o volume do maior acidente nacional ocorrido nos últimos dez anos. O maior incidente nesse período foi de 10 milhões de metros cúbicos, esse é de 50 milhões", comentou a ministra.

Segundo Izabella Teixeira, os impactos na fauna são extremamente graves, envolvendo mortandade de peixes e animais de pequeno porte, além de afetar áreas da floresta de preservação permanente.
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