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Operação prendeu quadrilha que traficava para Israel


Agência Estado

Publicação: 31/08/2014 09:49 Atualização: 31/08/2014 12:43

A Operação Nilo, investigação conjunta entre Senad e Polícia Federal brasileira, teve também a colaboração do governo da Bolívia. Nos dias 14 e 15 de abril, a força-tarefa capturou 12 pessoas, entre elas um brasileiro, e desarticulou uma quadrilha de traficantes internacional com ramificações no Brasil, na Bolívia, no Paraguai e em Israel.

Cinco criminosos foram presos em Israel. Outros cinco caíram no Paraguai, um traficante foi detido na Bolívia e outro no Brasil. O líder da gangue era o boliviano Juan Carlos da Rosa, que foi preso em Santa Cruz.

No dia 7 deste mês, agentes da Senad prenderam em Ciudad del Este, na fronteira com Foz do Iguaçu, o brasileiro Ricardo Munhoz, fugitivo de cadeias de São Paulo e Santa Catarina. Condenado por agir na região de Camboriú, Munhoz é acusado no Brasil de tráfico de armas, corrupção de menores e formação de quadrilha.

Quatro dias depois, outra investigação levou a José Benemário de Araújo, de Campina Grande, também preso em Ciudad del Este. Com pena de prisão de 73 anos no Brasil, Benemário era um dos chefes do Comando Vermelho na Favela de Manguinhos, no Rio. Ele foi entregue à polícia do Rio na Ponte da Amizade na madrugada do dia 11.

Integração. A ofensiva antidrogas, apoiada pelo Brasil, pode ajudar a fortalecer a integração econômica entre os dois países. “Temos registrado aumento na procura de empresas brasileiras por espaços para se estabelecer no Paraguai”, disse Marcelo Borges, encarregado de Defesa, Segurança Pública e Combate aos Delitos Transnacionais da Embaixada do Brasil.

Os principais atrativos para empresas, segundo o diplomata, são a oferta de mão de obra, a baixa carga tributária e o preço da energia. Borges explica que o governo paraguaio faz um esforço para criar ambiente de segurança jurídica ao combater o narcotráfico e a lavagem de dinheiro. “O Paraguai é nosso parceiro importante no combate à criminalidade”, disse.

Em janeiro, seminário em Assunção reuniu empreiteiras como Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Camargo Correa, além dos bancos Itaú e Banco do Brasil, para discutir parcerias público-privadas no Paraguai.

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