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Agente penitenciário foi mantido refém por mais de cinco horas no Pará


Agência Brasil

Publicação: 28/08/2014 13:48 Atualização:

Presos do Centro de Recuperação Regional de Castanhal, no nordeste do Pará, rebelaram-se nesta quinta-feira (28) e mantiveram um agente prisional refém por cerca de cinco horas. Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), o agente foi liberado sem nenhum ferimento e a rebelião foi contida sem que os policiais militares deslocados para o local precisassem invadir a unidade.

Ainda de acordo com a secretaria estadual, cerca de 150 detentos do Pavilhão 1 da unidade participaram do motim. O grupo rebelado rendeu o agente prisional enquanto este servia o café da manhã aos internos, por volta das 6h15, e só o soltaram pouco depois das 11h30. O agente, cujo nome não foi divulgado, passa bem.

Os presos atearam fogo a colchões e depredaram celas do Pavilhão 1. Mesmo assim, a Susipe afirma que, durante todo o tempo, a situação esteve sob controle. Policiais da Ronda Tático Metropolitana (Rotam) e da Companhia de Operações Especiais (COE) deslocados para o local nem chegaram à ingressar no pavilhão onde os presos amotinados se concentravam. Durante todo o tempo que duraram as negociações, um helicóptero do Grupamento Aéreo de Segurança Pública sobrevoou o local.

Juízes de Castanhal e da comarca de Maracanã (PA), defensores públicos e um promotor de Justiça chegaram a se reunir com cinco detentos escolhidos para apresentar às autoridades as queixas dos presos e negociar o fim do motim. Entre as principais reivindicações dos internos, segundo a Susipe, estão o pedido de que processos sejam revisados e uma solução para a superlotação da unidade.

O centro de recuperação tem capacidade para 156 internos, mas abriga 395 presos. Identificados como lideranças do motim, 20 deles vão ser transferidos para outras unidades do sistema penitenciário estadual. De acordo com a assessoria da secretaria, a medida não tem caráter punitivo, mas visa justamente a atender a reivindicação dos presos quanto à revisão dos processos desse primeiro grupo de detentos.

A unidade passará por uma revista geral. As celas danificadas serão interditadas para que os reparos sejam feitos.

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