SP gasta na Copa valor semelhante ao do carnaval e da F1

Fernando Haddad vê benefícios para cidade com arrecadação de R$ 1 bilhão e 500 mil turistas em evento que movimentou a cidade por um mês

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postado em 11/07/2014 15:19 / atualizado em 11/07/2014 16:30

Agência Estado

AFP PHOTO / NELSON ALMEIDA

Em um mês de Copa do Mundo, a Prefeitura de São Paulo gastou entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões dos cofres públicos nas operações municipais relacionadas ao evento. Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), que na manhã desta sexta-feira, 11, apresentou o balanço do evento em São Paulo, o investimento feito pela administração municipal durante os 30 dias de Copa equivale ao que é gasto no carnaval e na Fórmula 1 - dois grandes eventos anuais da capital que duram uma semana no máximo.

"A ordem de grandeza do custeio da Copa do Mundo, sem mencionar os investimentos que vão ficar, não excedeu aquilo que São Paulo gasta anualmente em carnaval e Fórmula 1", disse Haddad. Por outro lado, a capital paulista arrecadou pelo menos R$ 1 bilhão com os cerca de 500 mil turistas que ficaram na cidade.

"Apesar de ser semelhante (aos dois eventos), o retorno é quinze vezes superior", afirmou Wilson Poit, presidente da São Paulo Turismo (SPTuris). A Secretaria Municipal de Finanças vai avaliar quanto desse dinheiro que os turistas gastaram na cidade retorna aos cofres públicos. Também estiveram na apresentação do balanço a vice-prefeita e coordenadora do SPCopa, Nádia Campeão (PC do B), e Raquel Verdenacci, coordenadora executiva do Comitê Paulista da Copa do governo Estado.

Segundo a Prefeitura, cerca de um milhão de pessoas estiveram na Arena Corinthians, na zona leste, na Fan Fest, na região central, e nos eventos de exibição pública. O número não leva em conta os torcedores que foram para o "Carnacopa" da Vila Madalena, na zona oeste da capital.

O pico de pessoas no bairro foi no dia 4 de julho, quando 70 mil compareceram para assistir à partida entre Brasil e Colômbia. "É muito provável que a Vila Madalena passe a ter um público maior", disse a vice-prefeita. "Dificilmente volta a ser a mesma coisa que era antes", explicou Nádia, que já prevê mudanças no bairro que virou ponto de encontro e aglomeração em datas festivas da cidade e comemorações. "É mais uma área que vai ter um trabalho posterior a realizar", disse.

Após o encerramento da Copa, a Subprefeitura de Pinheiros junto com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, comerciantes e moradores do bairro, discutirão que medidas devem ser acionadas na região em feriados prolongados e festas como o carnaval.

Turistas

De acordo com o levantamento da SPTuris, pelo menos 495.859 turistas estiveram na capital. Do total, 299.322 eram brasileiros e 196.547 estrangeiros (um em cada três eram argentinos). O turista brasileiro gastou em média R$ 2.200 e o estrangeiro, R$ 4.800.

Trânsito e mobilidade

A vice-prefeita afirmou que a Prefeitura vai "ter que encontrar uma melhor medida" para a realização dos jogos na Arena Corinthians nos horários normais das partidas do Campeonato Brasileiro e outras competições. "Os dois eventos de teste foram feitos pensando na Copa. Então, agora vamos ter que ter um tempo de adaptação", afirmou.

Questionada sobre adotar definitivamente a extensão do horário do rodízio em São Paulo, como feito em partidas do Brasil e jogos na Arena Corinthians, a vice-prefeita disse apenas que a alternativa está sendo estudada junto com outras. "Não existe nenhuma decisão sobre isso", afirmou.

De acordo com Raquel Verdenacci, representante do governo do Estado, 345 mil pessoas utilizaram o transporte sobre trilhos da Linha 3-Vermelha do Metrô e do Expresso Copa da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para chegar à Arena Corinthians nos seis jogos que estádio recebeu.
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