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Chegada da Tropa de Choque à Câmara surpreende sem-teto

Agência Estado

Publicação: 27/06/2014 20:01 Atualização:

São Paulo, 27 - Manifestantes dos movimentos sem-teto, acampados em frente à Câmara Municipal desde a segunda-feira, foram surpreendidos na tarde desta sexta, 27, com a chegada de um caveirão da Tropa de Choque. Para pressionar a votação do Plano Diretor, eles se revezavam nas cornetas durante buzinaço na região quando o Choque chegou, por volta das 18h.

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem-teto (MTST), Guilherme Boulos, ficou surpreso. "O que aconteceu? Por que eles (o Choque) estão aqui?", indagou a outros membros do movimento. O buzinaço ficou ainda mais forte e outros coordenadores do movimento pediram para que os manifestantes recuassem e se organizassem, evitando confronto. "Peçam ao líder de quem está buzinando para pararem", disse.

Os coordenadores conversaram com a Polícia Militar, explicando que o ato não é violento. "Nosso movimento é pacífico, tudo calmo. Vocês não vão ver black blocs aqui". Os manifestantes colocaram uma fita de isolamento no acesso à Rua Japurá, onde estacionou o Choque, para evitar confrontos. Para garantir que as buzinas não parem, os manifestantes se revezam para que cada um fique meia hora tocando enquanto outros descansam.

O revezamento entre grupos ocorreu também durante a semana para que os acampamentos montados na frente da Câmara ficassem sempre cheios. "Vim aqui todos os dias e minha esperança é que a minha casa própria saia com esse projeto", afirmou a dona de casa Diana Silva, de 30 anos, que divide uma casa de um cômodo com o marido e 2 filhos.

Desde a segunda-feira os manifestantes permanecem acampados no local e na galeria do plenário da Câmara. A promessa no início da semana era de que o projeto que reordena o crescimento da cidade pelos próximos 16 anos fosse votado até esta Sexta. Representantes da oposição, no entanto, afirmam que a proposta deve ser adiada. Ainda não se sabe se ficará para a próxima semana ou até mesmo para o próximo semestre.

"Até o momento o que está sendo levado para o plenário está de acordo com as propostas que a gente defende. Mas temos um problema: as propostas estão sendo acolhidas, mas os vereadores dizem que não tem tempo para votar hoje. Queremos que o plano seja votado hoje sim porque já perdemos tempo demais", disse Boulos.

O coordenador do MTST afirmou ainda que a manifestação não será interrompida. "Vamos continuar de forma pacífica. Os vereadores têm demonstrado boa vontade e o movimento tem maturidade para reconhecer. Houve o pedido de que, se a votação for adiada, a gente tire o acampamento e volte na segunda. Essas lonas, esses colchões e esses companheiros só arredam o pé daqui quando o plano for votado", assegurou Boulos.

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