Governador paulista anuncia carga pesada contra atos de vandalismo

PM mudará tática em atuações durante manifestações na capital para evitar depredações e ocupação de vias de trânsito carregado durante a Copa

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 21/06/2014 08:00 / atualizado em 21/06/2014 08:17

Estado de Minas

REUTERS/Stringer/Chico Ferreira

Irritado, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou ontem que a ação da Polícia Militar em manifestações será revista, e uma das medidas a serem adotadas será a identificação de manifestantes envolvidos nas depredações de ontem por meio das imagens de gravações do ato. O protesto com 1,3 mil pessoas organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na quinta-feira à tarde terminou com depredações de concessionárias, agências bancárias e de um carro da TV Gazeta durante uma passeata pelas regiões Central e Oeste da capital paulista.

A PM acompanhou o ato de longe e só foi acionada quando um grupo de mascarados invadiu concessionárias de carros de luxo na Marginal Tietê e começou a destruir os veículos. Agências bancárias na Avenida Rebouças já haviam sido atacadas, mas sem a interferência da corporação. A PM informou que foi “traída” pelo MPL, pois fez um acordo de não acompanhar de perto do protesto sob a condição de que não houvesse violência

O rastro de destruição deixado por manifestantes ainda era visível na manhã de ontem no Bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. Lixeiras quebradas, fachadas de imóveis pichadas e até vasos de plantas destruídos estavam por todo o caminho feito pelos manifestantes do MPl. Rebouças, Eusébio Mattoso, Marginal Pinheiros, Teodoro Sampaio e Fernão Dias foram as vias mais atingidas pela onda de depredações.

O grupo de concessionária Caltabiano estima prejuízo de cerca de R$ 3 milhões com o ataque a umA de suas lojas na Marginal Pinheiros, inaugurada há uma semana, durante a manifestação do MPL. Ao todo, 12 carros foram danificados, entre eles um CLS 63 AMG, modelo que custa R$ 599,9 mil. O carro mais barato entre os que foram atacados custa R$ 53,4 mil. Vidros estavam por toda parte e no chão era possível ver os objetos utilizados pelos adeptos da tática black block para quebrar os carros. Eles aproveitaram uma caçamba de entulho que estava na frente da concessionária para pegar pedaços de madeira, ferro e pedregulhos. Impressionado com o rastro de destruição, o empresário Nadir Koehler, de 44 anos, tirava foto da frente da concessionária. “Fiquei indignado com isso tudo. Sou do Piauí e não estou acostumado com essas cenas”, disse Koehler. Ele veio a São Paulo buscar um carro da marca Land Rover da loja que fica ao lado. “É um absurdo”, completou.

Responsáveis pela loja da Mercedes-Benz registraram boletim de ocorrência no 14º DP (Pinheiros). Segundo funcionários, os carros ainda não foram retirados do local porque a seguradora da loja ainda não fez o laudo. Duas outras concessionárias do mesmo grupo tiveram o vidro da frente danificado. Uma da Land Rover, ao lado da loja da Mercedes, e uma da marca Mini Copper na Avenida Rebouças, também na Zona Oeste.

Na segunda-feira, outro protesto está marcado para a região. Integrantes do movimento “Se não tiver direitos, não vai ter Copa” prometem se concentrar a partir das 15h na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista.