Projeto deve tirar 40 mil vagas de estacionamento em SP

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

postado em 04/06/2014 13:01

Agência Estado

São Paulo, 04 - A Prefeitura de São Paulo planeja construir 400 quilômetros de ciclovias segregadas na cidade até o fim de 2016, a um custo de R$ 80 milhões. Vias como a Avenida Paulista, no canteiro central, e as Ruas Vergueiro e Domingos de Moraes, podem ser contempladas.

Como essas canaletas exclusivas para as bikes ocuparão principalmente o lado esquerdo das vias, coladas à calçada, o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, estima que entre 30 mil e 40 mil vagas de estacionamento, entre as quais as de Zona Azul, sejam suprimidas.

O plano foi divulgado na manhã desta quarta-feira, 04, por Tatto no Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT). "Vamos tirar vagas dos carros para uma ocupação do espaço público pelas bicicletas", afirmou o secretário, prevendo reclamações dos motoristas. "É uma mudança para valer na cidade. Se fosse fácil, já teriam feito."

Um projeto-piloto já está sendo construindo em um trecho de 1,6 km na região central, ligando o Largo do Paiçandu à Estação Júlio Prestes, onde fica a Sala São Paulo, passando por vias como a Rua Antônio de Godoy e a Avenida Cásper Líbero. A previsão inicial era de que esse trajeto ficasse pronto no sábado, 07, mas Tatto disse que o prazo deve ser prolongado.

Diferentemente do que a gestão Fernando Haddad (PT) havia estabelecido como uma de suas metas, de construir 400 km de vias cicláveis (entre ciclovias, ciclofaixas de lazer e ciclorrotas), agora a Prefeitura promete 400 km só de ciclovias, o que torna o projeto mais ousado, já que esse mecanismo é permanente e segregado do resto do trânsito.

A ciclovia terá 1,2 metro de largura e será bidirecional. Separando-a do tráfego haverá tachões amarelos com adesivos refletivos e balizadores a cada 15 metros. Também serão pintadas uma faixa branca e outra vermelha no asfalto.
Comentários O comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.