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Rio: chefe da Polícia Civil se reúne com líder sindical

Agência Estado

Publicação: 21/05/2014 16:07 Atualização:

Rio, 21 - O chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Fernando Vellozo chegou por volta das 15h desta quarta-feira, 21, à Cidade da Policia, unidade que concentra as delegacias especializadas, localizada na zona norte da capital, para negociar com o presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Rio (Sindpol RJ), Francisco Tchao. Desde às 14h desta quarta, cerca de 330 policiais civis se reuniram no local reivindicando melhores salários e condições de trabalho. Desde a 0h, eles iniciaram uma paralisação de 24 horas - repetida em outros Estados do País.

A imprensa havia sido impedida de entrar na Cidade da Polícia e só recebeu permissão para acessar o local após a chegada de Vellozo. Apesar da adesão, Tchao garantiu que os policiais civis estão em seus postos de trabalho e continuam registrando as ocorrências graves, como homicídios e furtos. O presidente do Sindpol afirmou que as negociações com o governo estadual já duram mais de um ano e tinham como interlocutor o secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.

Tchao contou que, em uma reunião especial realizada na terça-feira, véspera da paralisação, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) solicitou que o grupo não entrasse em greve até o dia 10 de junho, apenas 2 dias antes do início da Copa do Mundo, mas não foi atendido. "O que está acontecendo hoje não é oportunismo em relação à Copa, mas o exaurimento em relação a uma negociação que já dura mais de um ano. É lamentável que os governos não tenham tido sensibilidade para antecipar esse problema", disse ele.

A categoria também reivindica que as gratificações - que variam entre R$ 850 e R$ 1.500 - sejam incorporadas ao salário. "Quem se divide entre trabalho na polícia e segundo emprego (trabalho complementar) não tem tempo para atender a sociedade com qualidade", disse Tchao. Ele também reclamou que existe uma lei que determina o quantitativo mínimo de 23 mil policiais civis no Estado do Rio, mas que hoje existem apenas 11 mil. A categoria seguirá da Cidade da Polícia para o Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte, onde haverá uma assembleia às 19h para decidir os rumos da paralisação.

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