Volume morto da Cantareira garante abastecimento de São Paulo até outubro

De acordo com diretor da Sabesp, a estimativa se mantém caso não chova até lá. A previsão é de que, até setembro, aconteça a maior seca no estado nos últimos 80 anos

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postado em 14/05/2014 14:49 / atualizado em 14/05/2014 18:45

Agência Estado

LUIS MOURA/ESTADÃO CONTEÚDO

A Sabesp estima que a utilização do volume morto do sistema Cantareira a partir desta quinta-feira, 15, somada à previsão de que haverá até setembro, período da seca, o mínimo de chuvas dos últimos 80 anos, permitirá que se chegue até outubro, início do período de chuvas, sem a necessidade de restrição no acesso da população à água. "Somente se não chover até outubro é que teremos problemas", disse o diretor de relações com investidores da Sabesp, Mario Sampaio, em evento sobre o mercado de renda fixa realizado pela Cetip nesta quarta-feira em São Paulo.

O executivo reiterou que a companhia tem um plano de contingenciamento de seu orçamento em andamento de R$ 900 milhões, mas que não há outra alteração prevista no plano de investimento da companhia por conta da crise atual de abastecimento. O contingenciamento foi necessário para fazer frente à queda na receita da companhia com consumo em decorrência dos incentivos que estão sendo oferecidos aos consumidores que reduzirem seu consumo.

Segundo Sampaio, a Sabesp está observando que 86% dos consumidores reduziram o uso de água na comparação com 12 meses e que 40% estão ganhando bônus em suas contas, por conta de terem seu consumo reduzido acima de 20% da média de 12 meses. "Estamos tranquilos em relação à saúde financeira da companhia e não há nenhum debate sobre a alteração dos planos de investimento da companhia", disse. Segundo ele, o mix do financiamento pode ser discutido, mas não neste momento. "Agora estamos atravessando uma crise e quando ela passar podemos discutir o assunto com seriedade", afirmou. A Sabesp tem um plano de investimento de aproximadamente R$ 2,5 bilhões ao ano, nos próximos quatro anos.
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