17°/ 31°
Belo Horizonte,
01/NOV/2014
  • (4) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Pai do menino Bernardo pode ter sigilo bancário quebrado O cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, está preso junto com a mulher, Graciele Ugulini, 32, e a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, 40, como suspeitos do crime

Agência Estado

Publicação: 21/04/2014 15:37 Atualização: 21/04/2014 16:15

O corpo de Bernardo foi sepultado na última semana (Carlos Macedo/Agência RBS/Agência Globo)
O corpo de Bernardo foi sepultado na última semana
Os policiais que investigam a morte do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, no noroeste do Rio Grande do Sul, devem utilizar informações bancárias para verificar o grau de envolvimento do pai do menino no seu assassinato. O cirurgião Leandro Boldrini, 38 anos, está preso junto com a mulher, Graciele Ugulini, 32, e a amiga dela, Edelvânia Wirganovicz, 40, como suspeitos do crime.

De acordo com o depoimento de Edelvânia à polícia, o assassinato de Bernardo foi planejado pela madrasta, Graciele, sem o conhecimento de Leandro. "Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado", teria ouvido da madrasta do menino. A única certeza da polícia até o momento é a de que o médico tentou ocultar o crime. Porém, sua participação efetiva ainda é dúvida.

Caso tenham acesso ao sigilo bancário do trio, cuja quebra foi pedida pela delegada Caroline Bamberg, que preside o inquérito, os policiais poderão identificar se a quantia citada por Edelvânia - quase R$ 96 mil -, referente ao que precisava para quitar um apartamento e acertado como pagamento com Graciele para ajudar no crime, foi movimentada. "Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca, era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino", teria dito Edelvânia à polícia, em seu depoimento.

Se o dinheiro saiu da conta conjunta do casal, isso implicaria Leandro no planejamento do assassinato. A dificuldade que a polícia enfrentará é que, conforme Edelvânia, do dinheiro prometido apenas uma pequena parte, de R$ 6 mil, lhe foi entregue. Em 4 de abril, Bernardo foi levado à cidade de Frederico Westphalen, vizinha a Três Passos, com a justificativa de visitar uma "benzedeira". Conforme o depoimento de Edelvânia, ela e Graciele, cujo apelido é Kelly, "mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho de cor azul. Que Kelly aplicou na veia do braço esquerdo com uma seringa e ele foi apagando". Nenhuma das duas conferiu se Bernardo ainda tinha pulsação ao ser enterrado. Ele foi despido e colocado na cova, feita dias antes por Edelvânia. Graciele jogou soda , para que o corpo fosse consumido mais rápido, e encobriu o corpo do menino com pedras e terra.

Segundo Edelvânia , Graciele lhe confidenciou que já pensava em matar o menino há tempo. Teria, inclusive, tentado asfixiá-lo. Essa tentativa foi narrada por Bernardo a uma babá, que avisou a avó materna do garoto, Jussara Uglione. Por meio de seu advogado Jussara comunicou a rede de proteção à criança de Três Passos - Conselho Tutelar e MP -, mas aparentemente a resposta tardou a ser dada.

Edelvânia disse que os R$ 6 mil recebidos como parte do pagamento pela ajuda no assassinato de Bernardo foram usados por ela para pagar uma parcela do apartamento comprado por R$ 96 mil. O acerto total seria de R$ 20 mil. Entretanto, Graciele teria se disposto a pagar o total que faltava para quitar o apartamento.

Garoto foi morto com uma injeção letal (Polícia Militar/Divulgação)
Garoto foi morto com uma injeção letal
Disputa de guarda de meia-irmã de Bernardo

As famílias de Leandro Boldrini, 38 anos, e Graciele Ugulini, 32, pai e madrasta do menino Bernardo Boldrini disputam informalmente a guarda da filha do casal, de 1 ano e seis meses. Desde que Leandro e Graciele foram presos como os principais suspeitos pela morte do menino, que teve ainda a participação da assistente social Edelvânia, a criança está sob os cuidados da irmã de Graciele, de nome Simone, que mora na cidade gaúcha de Santo Ângelo.

Paulo Boldrini, irmão de Leandro, no entanto, manifestou interesse em ficar com a menina. Morador da cidade de Campo Novo, vizinha a Três Passos, onde o casal Leandro e Graciele vivia junto com Bernardo, Paulo cuida da granja da família. E afirma ter combinado com os Ugulini que se responsabilizaria pela sobrinha. Simone, porém, teria mudado de ideia e, agora, decidido permanecer com o bebê.

Ainda segundo Paulo Boldrini, Simone não teria condições de cuidar da criança. Mãe de um menino, ela estaria desempregada e sem residência fixa. Pensando nisso, ele deve procurar a Justiça nesta terça-feira, 22, para entrar com um pedido de guarda do bebê. A reportagem tentou,sem sucesso, localizar Simone para comentar o assunto.
Tags:

Esta matéria tem: (4) comentários

Autor: jose simoes
Estou de acordo com o colega, temos que fazer campanha urgente pra que nosso codigo penal seja revisto urgentemente,senao continuaremos sendo um pais da impunidade, enquanto isso os menores continuam matando, os politicos roubando,e as pessoas sem coraçao como este caso | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Se começarmos a exigir e pedir que a prisão perpétua seja decretada no Brasil, já é um início promissor para pedirmos de vez que tenhamos mais tranquilidade. SE FICARMOS CALADO SÓ DISCUTINDO COM AMIGOS A SITUAÇÃO, ESTAMOS DANDO AS MÃOS PARA POLÍTICOS TAMBÉM...NÃO FAZEM E NÃO FAZEMOS NADA... | Denuncie |

Autor: Marco Pereira
Do que adianta ficarmos só e somente só, falando, escrevendo, metendo o pau na lei brasileira e nos políticos que poderiam mudar a forma de punir criminosos se, nós também, não fazemos nada...é só bla bla bla de nossa parte também? | Denuncie |

Autor: Leo Shikida
notícia triste :-( mundo cão | Denuncie |

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.