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Comitê cobra plano para reduzir captação do Cantareira

Agência Estado

Publicação: 16/04/2014 08:01 Atualização:

São Paulo, 16 - Em comunicado divulgado ontem (15), o comitê anticrise que monitora a seca do Sistema Cantareira recomenda à Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) que se planeje para reduzir o volume de água retirado dos reservatórios para abastecer a Grande São Paulo. Ontem, o principal manancial paulista estava com 12% da capacidade, menor nível da história.

O grupo, que é liderado por técnicos do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), do governo estadual, e da Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, indicou que a captação abaixo do atual limite máximo de 27,9 mil litros por segundo deve começar com o início da retirada de água do chamado “volume morto” do Cantareira - 196 bilhões de litros represados abaixo do nível das comportas.

Nos primeiros dez dias deste mês, a Sabesp retirou em média 26,2 mil litros por segundo do manancial, o que representa 93,9% do teto autorizado pela ANA e pelo DAEE em 31 de março de 2014. O problema é que, segundo o comitê, a vazão média afluente ao Cantareira no mesmo período “correspondeu a 13,3 m³/s, o que equivale a apenas 30,6% da média histórica deste mês, ou 60,5% da mínima anteriormente registrada, de 22,0 m³/s, ocorrida em abril de 2003”. Segundo o grupo, “não há registro de fenômeno semelhante a esse na série de 84 anos disponível”.

O grupo também recomendou à ANA e ao DAEE, em articulação com o comitê da Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que abastece a região de Campinas, que “realizem reuniões com setores usuários da área de influência do Sistema Cantareira, para discutir possíveis medidas de restrição de uso dos recursos hídricos em vista do quadro atual de baixas vazões nos rios”.

Ontem, o Estado revelou que, mesmo usando o “volume morto” com Cantareira, a Sabesp disse aos técnicos do comitê que tem água suficiente para abastecer a Grande São Paulo até o dia 27 de novembro. A companhia informou que, se as chuvas não retornarem no fim do ano, poderá usar outros 200 bilhões de litros da reserva técnica. Até lá, a empresa diz que descarta o racionamento generalizado de água na Região Metropolitana. As informações são do jornal

O Estado de S. Paulo.

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