12°/ 23°
Belo Horizonte,
23/JUL/2014
  • (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Estudantes sofrem com violência no caminho para a escola no DF Alunos contam as agressões sofridas em torno da instituição de ensino. Há escola que fez até abaixo-assinado para ter mais segurança no local

Manoela Alcântara - Correio Braziliense

Adriana Bernardes - Correio Braziliense

Publicação: 01/04/2014 09:28 Atualização:

Ir e vir é um direito tão fundamental do cidadão que está assegurado na Constituição Federal. Mas, para estudantes das redes pública e privada, tem sido difícil vê-lo sair do papel. O caminho para as escolas do Distrito Federal é inseguro. Em uma instituição particular de Taguatinga, a média é de um aluno assaltado por dia desde o início das aulas, em 20 de janeiro. No Guará, de um grupo de 10 alunos consultados pela reportagem, oito relataram os assaltos sofridos. Alguns deles, mais de uma vez este ano. As histórias se repetem no Plano Piloto, em Ceilândia e no Paranoá.

Sentados em frente a uma escola no Guará, os adolescentes reagem com indignação quando o assunto é a violência. O inconformismo é tão intenso que eles começam a falar ao mesmo tempo. “Fui assaltada três vezes pela mesma menina!”, diz Maria*, 15 anos. “No mesmo dia, tentaram me roubar duas vezes, na entrada e na saída da escola”, conta João*, 14. “Uma vez, reagi e até briguei com o pivete que tentou pegar meu celular”, relata Cátia*,17. Entre eles, somente duas disseram não terem sido vítimas do crime. Elas moram na Estrutural e vão de ônibus escolar fornecido pelo governo. “Acho que isso contribui para estarmos mais segura”, acredita Joana*, 15 anos.

No ano passado, o Batalhão Escolar registrou 25 casos de roubo, 19 detenções por porte de arma branca, 31 por porte de arma de fogo e 50 lesões corporais. Mas os números reais são maiores. Nem todas as ocorrências são atendidas pela unidade especializada da PM e acabam registradas direto na Polícia Civil. Outras não fazem parte das estatísticas porque as vítimas não prestam queixa. Já a Secretaria de Segurança Pública não faz levantamento específico das vítimas de violência a caminho do colégio.

* nomes fictícios
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Envie sua história efaça parte da rede de conteúdo do grupo Diários Associados.
Clique aqui e envie seu vídeo, foto, podcast ou crie seu blog. Manifeste seu mundo.