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Presa quadrilha que vendia drogas a servidores do Executivo e Legislativo em Brasília Os suspeitos levavam a droga até os clientes pelo sistema de delivery

Correio Braziliense

Publicação: 21/03/2014 15:00 Atualização: 21/03/2014 15:13

Operação Masquat: ao todo, a Polícia Civil apreendeu R$ 107 mil, 3,5 quilos de cocaína, 500 gramas de maconha, Skank, MDMA, anfetaminas e uma balança de precisão  (Geison Guedes/Esp. CB/D.A Press)
Operação Masquat: ao todo, a Polícia Civil apreendeu R$ 107 mil, 3,5 quilos de cocaína, 500 gramas de maconha, Skank, MDMA, anfetaminas e uma balança de precisão

Uma quadrilha de tráfico interestadual de drogas foi presa no Distrito Federal, nessa quinta-feira (20/3), com 3,5 quilos de cocaína e R$ 107 mil, durante a operação Masquat da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord). Do português, Mascate, o nome da operação faz referência ao modus operandi do grupo: os suspeitos levavam a droga até os clientes pelo sistema de delivery. O público-alvo da quadrilha era a classe média e alta da capital federal; órgãos públicos do poder Executivo e Legislativo de Brasília, além de universidades e clínicas.

Suspeitos identificados: Sebastião Cássio, Kazi Assaide, Christian Carlos e Jean Roque  (Kelly Almeida/Esp. CB/dD.A Press)
Suspeitos identificados: Sebastião Cássio, Kazi Assaide, Christian Carlos e Jean Roque

De acordo com o delegado da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), Rodrigo Bonach, após quatro meses de investigação, policiais civis localizaram três dos quatro integrantes da quadrilha próximo ao Casa Park. No momento da abordagem, Christian Carlos de Oliveira, 38 anos, e Jean Roque da Silva, 34, entregavam a droga trazida de Ánapolis (GO) ao terceiro suspeito, Sebastião Cássio de Paolo Rodrigues Bahia, de 26 anos. Os três foram presos em flagrante. Com o trio, a polícia apreendeu 1 quilo de cocaína "escama de peixe"- mais pura e mais cara que as outras - e R$ 17 mil.

Junto com a quadrilha, a polícia apreendeu dois Corolas e um Fiat Pálio  (Kelly Almeida/Esp. CB/dD.A Press)
Junto com a quadrilha, a polícia apreendeu dois Corolas e um Fiat Pálio

O quarto integrante da quadrilha, o professor de artes marciais Kazi Assaide Rodrigues Bahia, 28 anos, irmão de Sebastião, foi preso dentro de casa, na Vila Planalto. Na residência, a polícia apreendeu mais R$ 90 mil, 2,5 de cocaína e outros tipos de drogas, como Skank, MDMA, 500 gramas de maconha e anfetaminas. Os agentes da Cord apreenderam ainda balanças de precisão, dois Corolas, um Fiat Pálio e uma motocicleta.

Segundo o delegado Bonach, os suspeitos Christian e Jean traziam as drogas de Ánapolis e os irmãos Sebastião e Kazi, que moravam no Distrito Federal, difundiam o produto nas áreas nobres de Brasília. De acordo com Bonach, o quilo da cocaína comercializada pela quadrilha está avaliada em R$ 18 mil. Os irmãos Sebastião e Kazi chegaram a viajar para Salvador no carnaval e costumavam alugar carros de luxo - tudo financiado pelo dinheiro do tráfico.

O delegado informou ainda que três dos quatro presos já tinham passagem pela polícia: Christian por formação de quadrilha e uso de documento falso, Jean por roubo a mão armada em Goiás e Sebastião por porte de droga como usuário. A quadrilha vai responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
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Esta matéria tem: (2) comentários

Autor: Weber Filho
Se essas drogas fossem vendidas na farmácia não haveria tráfico e nem traficantes. O dinheiro dos impostos arrecadados financiaria o tratamento daqueles que se dispuserem a ser tratados e não a compra de armas como é hoje. Sejamos racionais, não existem argumentos para justificar a proibição. | Denuncie |

Autor: Weber Filho
Quanto tempo, dinheiro e esforço desperdiçados. Some-se a isso o custo com juizes, promotores, advogados, presídios, carcerários etc. E tudo isso para que? Para não deixar que playboys não usem drogas? Inútil, eles acharam outro fornecedor. LEGALIZAÇÃO DE TODAS AS DROGAS JÁ. Chega de burrice. | Denuncie |

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