Transposição do Paraíba do Sul custará R$ 500 milhões

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postado em 19/03/2014 19:31

Agência Estado

São Paulo, 19 - O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou na tarde nesta quarta-feira, 19, um projeto de captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, na região do Vale do Paraíba, para abastecer o Sistema Cantareira. As obras devem custar cerca de R$ 500 milhões. Segundo Alckmin, a transposição de água entre a represa de Jaguari e o reservatório Atibainha só acontecerá se o nível do Sistema Cantareira estiver abaixo de 35% da capacidade.

De acordo com o governador, nos últimos dez anos isso só ocorreu em duas ocasiões: uma delas corresponde ao momento atual. Nesta quarta-feira, o Cantareira atingiu o volume de 14,7% de sua capacidade. A proposta é retirar água de um dos braços da represa do Jaguari, na cidade de Igaratá, por meio de uma estação elevatória e levá-la ao reservatório Atibainha, em Nazaré Paulista, no Sistema Cantareira, por um canal com 15 km de extensão.

Tempo.

A previsão é de que a obra, que deve durar 14 meses, demore três meses para começar. Será necessária a obtenção de licitação, outorga do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE) e licenças ambientais. O projeto será executado integralmente com o dinheiro do governo do Estado.

A proposta ainda passará pela avaliação da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo Alckmin, a ANA precisa autorizar a obra porque o Rio Paraíba do Sul é fonte de produção de energia elétrica e quem regula essa operação é a Agência. "Tivemos um encontro com a presidente Dilma que ainda não se manifestou oficialmente, mas não tenho dúvida de que esta é uma medida correta", disse o governador.

O tucano conversou nesta quarta-feira com os governadores de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) e do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), uma vez que o Rio Paraíba do Sul também abastece esses dois Estados. Segundo Alckmin, o colega mineiro se disse favorável e Cabral disse que vai estudar a medida junto com os técnicos do governo.

Alckmin disse que a medida não causará impacto nem na produção de energia elétrica nem no fornecimento de água para as cerca de 15 milhões de pessoas que são abastecidas pelo Rio Paraíba do Sul, nos Estados São Paulo e Rio de Janeiro. O projeto de transposição enfrenta resistência de técnicos e prefeitos da região do Vale do Paraíba e de municípios fluminenses.

A proposta é um dos arranjos previstos pelo governo estadual no Plano Diretor de Aproveitamento de Recursos Hídricos para a Macrometrópole Paulista, que começou a ser produzido em 2008 com objetivo de analisar alternativas de novos mananciais para o suprimento de água até o ano de 2035.
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